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SÃO PAULO – A Concórdia revisou suas projeções para a Lojas Americanas (LAME4), com base nos últimos resultados apresentados, além do desempenho das controladas, planos de expansão e desempenho da economia. Desta forma, auferiu um novo preço-alvo de R$ 15,97 para o ativo LAME4, com potencial de valorização de 34,76% e também elevando a recomendação de manutenção pra compra dos papéis da companhia.
Segundo os analistas Leonardo Zanfelício e Karina Sanches, o crescimento do varejo físico da Lojas Americanas é um dos destaques da empresa nos últimos cinco anos. Nesse período, são 384 novas lojas que apontam crescimento nas vendas de mesmas lojas, em média, de 11,4%. “A companhia também tem demonstrado ganhos consistentes em suas margens operacionais, reflexo do melhor sortimento nas lojas, maior poder de barganha junto aos fornecedores e diluição das despesas operacionais”.
Perspectivas animadoras
A corretora acredita que o varejo físico continuará a impulsionar os resultados da empresa com continuidade de seu forte crescimento. Os analistas afirmam que isso é possível por conta das boas perspectivas econômicas do País, a proximidade das lojas do público e o grande sortimento de produtos com ticket médio baixo.
“Quanto às suas controladas, a FAI (financeira do grupo em parceira com o Itaú) e a B2W (BTOW3), esperamos que elas melhorem gradualmente ao longo de nosso período de projeção, de 2012 a 2017, salientando que para a B2W este processo será mais lento e oneroso”, apontam Zanfelício e Sanches.
Projeções
A Concórdia projeta uma evolução média anual de 15,8% da receita líquida da controladora no período em questão, chegando a R$ 14,6 bilhões em 2017. Já em relação às margens operacionais, a corretora espera uma contínua melhora de variedade, maior poder de barganha por conta do crescimento de lojas e de sua elevada alavancagem operacional, fazendo com que o Ebitda (geração operacional de caixa) chegue a R$ 2,5 bilhões, com margem de 17,5%.
O lucro líquido esperado, por sua vez, é de R$ 1,3 bilhões daqui a seis anos, como consequência da redução de alavancagem financeira e de um melhor desempenho de suas controladas à partir de 2015.
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Já sobre os investimentos, os analistas esperam que permaneçam altos nesse período – entre R$ 400 a R$ 500 milhões) e projetam a inauguração de 354 novas lojas entre 2012 e 2017, com maior concentração de aberturas nos próximos três anos e chegando ao total de 975 lojas até 2017.
Por fim, em relação à alavancagem financeira, é esperada uma melhora gradual, “já que a forte geração de caixa operacional irá mais que compensar os investimentos projetados”.