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SÃO PAULO – Mesmo não tendo sido confirmada oficialmente pela Embaixada do Brasil em Tóquio, a visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva ao Japão já causa bastante expectativa à comunidade brasileira do País.
Prevista para acontecer entre os dias 18 e 21 de maio, a ida de Lula ao Japão é uma retribuição à visita feita pelo Primeiro Ministro Junichiro Koizumi ao Brasil, em setembro de 2004. Mesmo que, para o governo brasileiro, o foco da visita seja a ampliação das relações comerciais entre os dois países, o evento tem sido alvo de grande interesse por parte da comunidade brasileira no País.
Novo consulado é fonte de debate
Dentre os temas que têm disputado a atenção da comunidade, está a possibilidade de instalação de um terceiro consulado do Brasil no país. Ao que tudo indica, Hamamatsu, cidade localizada na província de Shizuoka, que depois de Aichi abriga o maior número de brasileiros no Japão, está entre as mais cotadas para ser sede do novo consulado.
Para tanto, a Abrah (Associação Brasileira de Hamamatsu) já veio a Brasília e conta com um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes. Segundo o presidente da ABRAH, Etsuo Ishikawa, a instalação do consulado na região deve desafogar o consulado de Nagoya, que atende atualmente 170 mil brasileiros. Para se ter uma idéia da concentração, isso equivale a 63% dos brasileiros que residem no Japão.
O consulado de Nagoya poderia ter sua atuação reduzida, caso o 3o consulado fosse instalado em Hamamatsu. Segundo Ishikawa, o novo local poderia atender brasileiros da região de Hamamatsu até as áreas de Fuji e Toyohashi, o que permitiria reduzir em 70 mil pessoas o número de brasileiros cobertos pelo consulado de Nagoya.
Diretores de escola também pretendem encontro
Outra Associação que pretende se encontrar com Lula durante a visita ao Japão é a AEBJ, Associação das Escolas Brasileiras no Japão. A intenção seria organizar encontro do presidente do diretores de escolas e estudantes brasileiros no País.
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Apesar do tempo limitado de duração da visita de Lula ao Japão, representantes da Embaixada do Brasil em Tóquio afirmam que certamente o presidente irá se encontrar com representantes da comunidade brasileira no Japão. Caso isso não aconteça, Ishikawa acredita que haverá grande frustração na comunidade.