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SÃO PAULO – A intensificação dos problemas relacionados ao segmento de crédito subprime nos Estados Unidos levou diversos analistas a questionarem se, em seu comunicado divulgado em conjunto com a decisão referente à taxa básica de juro, a autoridade monetária norte-americana sinalizaria a antecipação da flexibilização do aperto monetário no país.
Poucos dias antes da reunião do Federal Reserve, parcela significativa do mercado esperava que a autoridade monetária sinalizasse uma antecipação do corte na Fed Funds Rate. Antecipação esta que, a julgar pelo conteúdo do comunicado e percepção de analistas, não deverá acontecer.
Redução não virá tão cedo
Para os analistas da consultoria LCA, “a flexibilização apenas modesta do discurso (ainda conservador) do Fomc” corrobora expectativas de que a taxa básica de juro norte-americana “não sofrerá redução tão cedo.” Segundo a consultoria, as expectativas de que o Fed deverá reduzir o juro básico ainda neste ano devem perder força no decorrer das próximas semanas.
Corroborando a percepção da LCA, a corretora Arkhe acredita que “se a economia apresentar forte fragilidade nos meses à frente, pode ser que o Fed reduza os juros no início de 2008; mas em 2007, os Fed Funds devem permanecer inalterados, mesmo com a volatilidade dos mercados”, afirma a corretora em relatório.
Cenário adverso
Ainda que as perspectivas tendam a retornar a seu estado “pré-subprime”, isto é, de que o juro básico norte-americano será mantido inalterado ao longo de 2007, a LCA atribui probabilidade de 25% de que ocorra uma desaceleração mais aguda da atividade econômica.
Em todo caso, a consultoria continua a avaliar que a taxa básica de juro norte-americana deverá manter-se em 5,25% ao ano, ao menos até o primeiro trimestre de 2008.