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SÃO PAULO – A incerteza com relação à saída da Grécia na Zona do Euro é cada vez maior, após os resultados das eleições do começo de maio terem apontado para a perda de força dos partidos que buscavam apoiar planos de resgate. Entretanto, os economistas do Itaú Unibanco apontam que a moeda única irá persistir, mas com consequências para o crescimento do bloco.
Os economistas do Itaú Unibanco, Guilherme Martins, Felipe Salles e João Pedro Bumachar, ressaltam que em última instância o compromisso político com o euro que irá determinar se a união monetária sobrevive ou não. Isso porque os líderes europeus mais importantes estão comprometidos em manter todos os países na união, apontam os economistas.
Com esse compromisso, o BCE (Banco Central Europeu) precisará fazer grandes intervenções no mercado de dívida soberana, fornecendo liquidez aos bancos, sendo que a Espanha e a Itália necessitarão de ajuda oficial. Sendo assim, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e os empréstimos bilaterais supririam a atual falta de fundos do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) e do ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade).
Saída da Grécia: impacto de 5,8% no PIB
Mesmo com a moeda única ainda em vigor, a saída da Grécia afetaria o crescimento do bloco. “À medida que a incerteza aumenta, as condições financeiras se deterioram e a confiança do consumidores e empresários desaba”, apontam.
Os economistas acreditam que, caso a Grécia abandone o euro no terceiro trimestre deste ano, o maior impacto seria no trimestre da saída, com o PIB do bloco caindo 3,6% em bases trimestrais. A perda acumulada, nos três trimestres após o choque, seria de 5,8%. Já no caso de ruptura total do euro, a perda acumulada poderia atingir 14%.