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SÃO PAULO – De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o comprometimento do salário mínimo dos paulistanos com a compra da cesta básica em 2006 foi o menor desde 1972.
Segundo o dados, divulgados nesta terça-feira (09), em 2006, os 13 produtos da cesta básica representavam 52,67% do salário mínimo, enquanto que em 1972 essa porcentagem era de 49,65%.
Seqüência de queda começou em 1998
Alcançando o menor índice de comprometimento dos últimos 33 anos, a seqüência de quedas começou em 1998, quando a cesta básica representava 81,98% do salário mínimo. De lá para cá, a redução foi de 29,31 pontos percentuais.
Com relação à jornada de trabalho necessário, nos últimos oito anos houve uma redução de 64 horas e 22 minutos, já que em 1998 eram necessárias 180 horas e 22 minutos de trabalho para a compra da cesta básica, enquanto que em 2006 o trabalhador precisava de 115 horas e 53 minutos de trabalho, por mês, para adquirir os 13 itens.
1994 exigiu mais do trabalhador
De acordo com levantamento do Dieese, que analisou o comprometimento do salário mínimo com a compra da cesta básica no município de São Paulo desde 1959, foi em 1994 que o valor da cesta básica mais comprometeu o salário do trabalhador, já que eram necessários mais de um salário mínimo para a aquisição dos produtos – na época, a cesta básica representava 102,35% do salário mínimo.
Na outra ponta, em 1959, a cesta comprometia apenas 27,12% do mínimo, o menor índice do período analisado.
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A tabela abaixo mostra os cinco anos nos quais a cesta básica mais comprometeu o salário do trabalhador:
| Ano | Cesta básica X SM (%) |
| 1994 | 102,35 |
| 1995 | 99,69 |
| 1990 | 92,42 |
| 1996 | 88,08 |
| 1987 | 86,86 |