Compreenda as mudanças entre a primeira e a segunda oferta de cotas do PIBB

Diretor financeiro do BNDES enfatiza maior esforço ao atrair o varejo e limite dobrado para opção de venda

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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira, 12 de setembro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) inaugurou a segunda oferta de PIBBs, os Papéis Índice Brasil Bovespa. Em evento realizado na Bolsa de Valores paulista, o diretor financeiro do banco, Carlos Kawall, explicou as diferenças entre esta oferta e a primeira, de julho de 2004.

Por trás das revisões propostas, a intenção é atrair ainda mais investidores de pequeno e médio porte. Dos R$ 600 milhões ofertados no programa original, pouco mais de R$ 300 milhões ficaram nas mãos do varejo. Agora a previsão é de R$ 800 milhões só para este perfil de investimento.

Melhorando o contato

A evolução passa por uma forte campanha de divulgação do PIBB, em resposta às lacunas de informação no primeiro lançamento. “Eu não estava no BNDES na época, e nem sequer soube da oferta inicial”, declarou Kawall.

Para tentar superar o problema, a direção do banco intensificou a publicidade e estendeu o prazo de distribuição. Os 13 dias úteis da versão original passaram para 24. Com isso, os interessados podem comprar cotas do PIBB desde esta segunda-feira até 14 de outubro.

Outro fator que favorece a popularização é um maior número de distribuidores; segundo o diretor financeiro, “o maior do Brasil até agora”. Um total de 11 bancos e 61 corretoras oferecerão os lotes, contra cinco bancos e 35 corretoras no lançamento de 2004.

A garantia é maior

Com o PIBB, o investidor tem a opção de devolver cotas ao BNDES após um ano, e ter restituído o valor nominal da aplicação. Trata-se de uma garantia invejável, que permite reduzir os riscos intrínsecos ao mercado de renda variável.

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Se no primeiro lançamento esta opção de venda limitava-se a R$ 25 mil por pessoa física, nesta o teto passou a R$ 50 mil. Cabe ponderar que não houve qualquer caso de exercício da alternativa na versão inicial, já que a aplicação subiu mais que 50% entre julho de 2004 e esta segunda-feira.

Caso a variação seja negativa entre 2005 e o próximo ano, algo que os diretores do BNDES julgam como improvável, o cotista poderá pedir seu dinheiro de volta. A solicitação deve ser feita a partir do aniversário de um ano da compra, e até o final de dezembro de 2006.

Clubes entraram no PIBB

Carlos Kawall lembra que os clubes de investimento, cuja relação com a Bovespa vem progredindo nos últimos anos, não foram considerados na primeira versão do PIBB. “Agora há a possibilidade de clubes criados especificamente para a oferta”. Neste caso, o limite de investimento é de R$ 50 mil por cotista.

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Além dos clubes de investimento, a aplicação pode se dar de maneira direta, e também através de fundos de investimento. Importa enfatizar que as categorias não são excludentes, desde que respeitada a opção de venda de R$ 50 mil por pessoa física.