Compre Petrobras assim que ações sofrerem correção, recomenda Citigroup

Reservas recém divulgadas não agradaram a todos, mas resguardam bom potencial para a estatal, destaca analista

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SÃO PAULO – O Citigroup reiterou nesta terça-feira (18) sua perspectiva positiva para a Petrobras (PETR3, PETR4) em 2011, depois da divulgação das reservas provadas de óleo condensado e gás natural da companhia, que atingiram 15,986 bilhões de barris ao final de 2010, um aumento de 7,5% frente ao ano anterior. Do total de quase 16 bilhões de barris, 96% estão localizados no Brasil.

O analista Pedro Medeiros destacou que os principais drivers entre os números revelados pela estatal na última sexta-feira (14) está a adição de 1 bilhão de boed (barris de óleo equivalente) do pré-sal da Bacia de Santos e cerca de 210 milhões de boed do pré-sal da Bacia de Campos. Além disso, o analista do banco ressaltou positivamente o aumento na vida útil da reserva, que passou de 13,9 anos para 14,7 anos.

“Embora a expansão seja positiva, deve ter gerado algum desapontamento entre os investidores que estavam esperando mais”, destacou o Citi, dando ênfase ao fato de que as estimativas para os campos Lula e Cernambi (antigo Campo de Tupi) foram recentemente elevadas do patamar entre 5 e 8 bilhões de boed para 8,3 bilhões de boed, além do desfecho da cessão onerosa, que concedeu à Petrobras o direito de produzir 5 bilhões de barris de petróleo no pré-sal.

Compre Petro assim que o preço da ação cair
Apesar de lembrar que as reservas da estatal não agradaram a todos, Medeiros reiterou o viés positivo do Citi para a companhia. “Nós reiteramos nosso viés positivo para a ação da Petrobras em 2011, refletindo a perspectiva de continuidade do avanço na taxa de crescimento da produção doméstica de óleo nos próximos meses, além do recente rali nos preços do petróleo”, destacou o analista.

O banco destacou que segue “comprador” dos papéis da empresa em qualquer momento de baixa nos preços. Isso porque, segundo Medeiros, a maior parte das reservas do pré-sal ainda deverá ser incorporada aos registros da petrolífera. “Ainda há muito mais por vir e nós vemos adições acelerando nos próximos anos, ao passo que mais campos entram na fase de desenvolvimento”, disse. Neste sentido, o banco manteve seu preço-alvo de US$ 50 para os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal, o que garante um upside de 34% frente o último fechamento.