Comprar um carro ficou 75% mais caro em sete anos

Os preços médios dos modelos Defender, L200, Fiesta e Strada mais que dobraram entre 2001 e 2008. No período, inflação medida pelo IPC-Fipe foi de 51,9%

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SÃO PAULO – O consumidor que deseja comprar um carro irá desembolsar 75% a mais do que desembolsaria há sete anos. Segundo um levantamento da Agência AutoInforme, esse é o percentual de aumento do preço de um veículo novo, desde 2001.

A pesquisa foi feita com os números da Molicar, que se baseou no preço médio dos modelos disponíveis tanto em 2001 como neste ano, ou seja, a inclusão ou eliminação de versos do catálogo alteraram o preço médio do produto. O aumento foi maior do que o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe no período, de 51,9%.

Campeões de aumento

O modelo que mais encareceu no Brasil foi o utilitário esportivo Defender, da Land Rover, que mais que dobrou de preço. Há sete anos, o veículo custava R$ 63.250 e, agora, é vendido a R$ 139.500.

A picape L200, da Mitsubishi, também teve um aumento maior do que o dobro do valor de 2001. O preço médio de suas versões passou de R$ 52.250 para R$ 114.600, alta que ocorreu principalmente pela chegada da versão Triton, importada da Tailândia.

As versões da picape Strada, da Fiat, também apresentaram um aumento significativo: de R$ 16.933,33 para R$ 34.742,86 no período analisado.

Nos últimos anos, vários fabricantes lançaram versões mais sofisticadas ou, então, reestilizaram seus carros, aumentando os preços dos produtos. Entre os carros pequenos, o Fiesta, da Ford, é um bom exemplo. O veículo foi reformulado e a média de preço passou de R$ 16.800 para R$ 34.925.

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Já o Peugeot 206 teve o menor aumento, de 37,67%, passando de R$ 26.966 em 2001, para R$ 37.125 neste ano.