Comprar pela internet fica 0,90% mais caro em março, aponta Provar

O resultado positivo é o primeiro do ano. No acumulado dos últimos 12 meses, tem-se uma deflação de 11,99%

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SÃO PAULO – Em março, os produtos vendidos pela internet ficaram mais caros, após nove meses de índices negativos. Segundo dados do e-flation, divulgados nesta quarta-feira (19), houve alta de 0,90% nos preços.

No entanto, o índice que mede a inflação do comércio eletrônico, calculado pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), instituição ligada à FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), aponta uma deflação de 11,99% no acumulado dos últimos 12 meses.

Destaques

De acordo com o Provar, o principal item de inflação foi verificado na categoria de Viagem e Turismo, com 5,08%, seguida por Informática, que registrou 2,6%, Perfumaria, com 2,2% e CDs e DVDs, com 0,68%.

Por outro lado, houve deflação nas cestas de Brinquedos (2,91%), Livros (1,48%), Eletroeletrônicos (1,42%), Telefonia (1,24%), Linha Branca (0,90%) e Automóveis (0,42%).

“A variação de preços apurada no mês de março reflete o fim do período de promoções no varejo e de férias escolares”, apontou o coordenador geral do Provar, Claudio Felisoni de Angelo.

Composição do índice

Os itens que compõem a cesta de cada uma das categorias são aqueles que, sendo os mais anunciados entre os sites mais procurados, compõem o que se chama de “campeões de vendas”.

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Os pesos das categorias são divididos da seguinte maneira: eletroeletrônicos (17,38%), Informática (14%), CDs/DVDs e Livros (ambos respondem por 11,37%), Telefonia (11,28%), Perfumaria (8,18%), Produtos para Casa (8,13%), Viagem e Turismo (6,93%), Linha Branca (5,73%) e Brinquedos (5,64%).

Já a aferição da inflação para automóveis nas vendas on-line é elaborada à parte, servindo como fonte de dados os sites das montadoras brasileiras. A cesta é composta pelos modelos populares de cada uma destas empresas, uma vez que estes são considerados os mais vendidos.