Compra de ouro pelos bancos centrais atinge maior nível desde 2009

Demanda mais do que dobrou na passagem trimestral; volume foi sete vezes maior na comparação anual e chegou a 148 toneladas

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SÃO PAULO – Em meio às incertezas com a crise que assola a Zona do Euro e aos temores acerca de um contágio da economia global, os bancos centrais mais que dobraram as compras de ouro de julho a setembro deste ano, em comparação ao segundo trimestre de 2011, segundo informou o Conselho Mundial do Ouro (WGC, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (17).

Esta foi o maior volume comprado pelos bancos centrais desde que o setor se tornou um comprador líquido de ouro, no segundo trimestre de 2009. No total, as autarquias adquiriram 148,4 toneladas da commodity metálica neste terceiro trimestre, um aumento de 123% na passagem trimestral e de 556,6% em relação a igual período do ano passado, quando as compras somaram 22,6 toneladas.

O WGC – que representa 22 mineradoras de ouro – avalia que o aumento na demanda se deve ao receio dos bancos centrais com a credibilidade de alguns governos ocidentais da Ásia e América Latina. A instituição projeta que esse movimento continue em 2012.