“Compra de fatia de bloco da Petrobras pela OGX é oportunidade única”

Compra de fatia de bloco da Petrobras ocorre num momento de alta necessidade de capital por parte da própria companhia, avaliam analistas

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*Primeira versão foi publicada às 13h56 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) anunciou na véspera a compra de 40% do bloco BS-4, que era da Petrobras (PETR3; PETR4), no valor de US$ 270 milhões. A aquisição foi uma oportunidade única vista pelo management da companhia, uma vez que será exigido um maior nível de capex (investimentos em bens de capital), disse a XP Investimentos. 

“O farm-in efetuado pela OGX ocorre num momento de alta necessidade de capital por parte da própria companhia, o que por natureza seria um entrave para a aquisição de grande porte”, comentou a equipe de análise, chefiada por Rossano Oltramari.

Os papéis da OGX operavam em queda de 1,95% às 15h49 (horário de Brasília), atingindo os R$ 4,52, na sessão desta terça-feira (27), em dia de alta do Ibovespa. Um desempenho que era esperado pelo estrategista Lucas Tambellini, da Itaú Corretora. Segundo ele, o mercado reagiria negativamente à notícia, já que a aquisição enfraquece a posição de caixa da companhia. 

Mesma avaliação compartilhada pelos analistas do Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank of America Merrill Lynch. “Embora a compra adicione sólidos ativos para o portfólio, também aumenta as preocupações com a pressão do fluxo de caixa”, disseram. 

A empresa adquriu uma fatia de 40% no Bloco BS-4, no pós-sal da Bacia de Santos. O restante dos direitos de concessão do bloco pertencem ao consórcio formado pela Queiroz Galvão (QGEP3) e Barra Energia, cada uma das empresas com participação de 30%. 

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Segundo a analista Lilyanna Yang, do UBS, o empresário Eike Batista deve exercer agora parte do US$ 1 bilhão em opção divulgado, de R$ 6,3 por ação, para ajudar a financiar o acordo de US$ 270 milhões. 

“O preço da negociação parece razoável, na nossa visão, dando um potencial de desenvolvimento em dois campos de petróleo do pós-sal, planejados para iniciar em 2014. Nós acreditamos que a transação, com prêmio de 29% pelo preço pago na bloco pertencente a Queiroz Galvão, é favorável ao investimento da empresa, e a recomendação de compra de suas ações talvez seja a vencedora aqui”, comentaram os analistas do BofA. 

Os blocos adquiridos, apesar de apresentar um óleo ligeiramente ácido, fazem parte de uma cesta de ativos estratégicos da Queiroz Galvão, que por sua vez é marginalmente beneficiada pelo indicativo de preço a seus referidos ativos, apontou a XP. 

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Outra empresa que também é marginalmente beneficiada, segundo a XP, é a Petrobras, que inicia seu plano de desinvestimento em âmbito nacional, ainda que em pequena escala.