Publicidade
SÃO PAULO – Dois anos atrás, chegava ao mercado a segunda tranche do Fundo PIBB, prometendo foco no varejo e boa rentabilidade. Acessível ao pequeno investidor, a aplicação provou-se mesmo popular. E também vantajosa, dado o retorno de aproximadamente 125% desde o lançamento.
A performance se deve à estrutura do IBrX-50, benchmark do fundo. “A gente gosta muito do índice; ele é composto por empresas a toda prova”, afirma Sérgio Foldes Guimarães, chefe do Departamento de Mercado de Capitais do BNDES.
A toda prova, inclusive à imposta pelo subprime. Segundo estatísticas do site oficial do PIBB, as rentabilidades em julho (+1,22%) e agosto (+1,31%) mostram ganhos mesmo diante das turbulências que afetaram a renda variável mundial.
“O mérito fica por conta do IBrX-50, que é bem carregado de Vale e Petrobras”, reitera Leonardo Pereira Vasques, administrador de carteiras do Itaú. Como gerenciador de aplicações e resgates do fundo, Vasques está atento à dinâmica do benchmark, buscando segui-lo à risca.
Seguindo o benchmark
“Fundos passivos como o PIBB exigem um acompanhamento diário bastante disciplinado”, explica Luís Eduardo Miranda, também do Itaú. Com o apoio da CBLC, a equipe que administra o fundo conta com processos automatizados para monitorar a carteira de ações e os proventos associados.
“É um controle bem impressionante”, descreve Leonardo Vasques. Para fundos passivos como o PIBB, acompanhar a performance do benchmark é a principal tarefa, exigindo uma postura minuciosa. Conforme destaca Sérgio Foldes, “o gestor é super-responsável por seguir o índice”.
Continua depois da publicidade
As pequenas variações entre a rentabilidade do fundo e do IBrx-50 são sobretudo por razão metodológica. Enquanto a Bovespa opta por divulgar o índice sem decimais, a cota do PIBB considera sete casas depois da vírgula.
Além disso, esclarece Vasques, o PIBB tem como estratégia doar em aluguel parte de sua carteira, para quitar despesas operacionais. “A receita desse aluguel é revertida na íntegra para o fundo, gerando um ganho adicional”.
Convergência
Outra medida de avanço é dada pela convergência entre a cotação em bolsa e o valor da cota. Ao lançar o PIBB, o BNDES tinha a liquidez como uma das principais metas; por isso, a opção por negociar o fundo dia a dia. Quanto mais contínua essa negociação, melhor sua função de representar o valor patrimonial do PIBB.
Continua depois da publicidade
“O spread entre a cotação de mercado e as cotas diminuiu sensivelmente desde o lançamento da segunda tranche”, enfatiza Luís Miranda. É o que mostram as estatísticas recentes de ágio e deságio, apontando a cotação do PIBB bastante próxima do valor da cota.
Deixando boa impressão
Rentabilidade, aderência ao IBrX-50 ou redução de spread. Os dois anos de PIBB registram o progresso de um fundo que foi pensado para compartilhar as oportunidades da renda variável com o pequeno investidor. E parece estar cumprindo seu papel.
Sucesso passado não é garantia de sucesso futuro. Porém, dada a boa impressão até o momento, novas operações nos moldes do PIBB provavelmente seriam bem recebidas pelo mercado.