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As ações das companhias de telecomunicação sofreram uma queda mais acentuada após os resultados do segundo trimestre de 2026. Ao longo do ano, as empresas passaram por diversas fases, entre altos e baixos e, agora, precisam lidar com um ambiente transformado no setor.
Para a XP Investimentos, a competição se tornou mais estrutural e cada empresa tem sofrido impactos diferentes com essas mudanças. Enquanto os indicadores da Vivo (VIVT3) permanecem resilientes, os da TIM (TIMS3) perdem força.
Com base nesse cenário, a casa atualizou as estimativas para ambas as empresas. Por um lado, manteve as recomendações de compra para Vivo e neutro para TIM; já os preços alvos foram atualizados. O preço para o final de 2027 para VIVT3 é de R$ 36,50, um potencial de alta de 20% frente o último fechamento. Já para TIM , os analistas esperam valorização de 13%, chegando a R$ 22 no mesmo período.

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De acordo com a XP, três fatores estruturais mudaram o jogo: a ascensão da NuCel, a entrada das ISPs regionais no mercado móvel e a consolidação da convergência. Ao mesmo tempo em que as ofertas BTL e o reposicionamento do pré-pago parecem mais táticos.
Neste contexto, a casa elenca a Vivo como o ativo de maior qualidade no setor de telecomunicações no Brasil. Conforme a análise, a empresa tem demostrado mais espaço para defender o crescimento, sem depender de uma estratégia de preços agressiva.
Em paralelo a isso, os analistas destacam a execução sólida no segmento móvel da companhia, com indicadores saudáveis sustentando o crescimento do MSR (receita média por assinante).
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A oferta combinada de serviços segue como uma importante vantagem competitiva, impulsionando o crescimento da receita e protegendo a base de clientes pós-pagos.
Cenário mais desafiador para TIM
Apesar da forte disciplina de custos da empresa, combinada com a expressiva geração de fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), os indicadores da TIM estão desacelerando.
Para a XP, a estratégia de sustentar uma posição competitiva como uma empresa focada exclusivamente no segmento móvel pode se tornar cada vez mais difícil para a TIM. Em especial, lidando com concorrentes de peso que oferecem serviços convergentes.
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Com a competição se acirrando, os ganhos de eficiência da companhia parecem estar perdendo força, junto com o MSR. De acordo com os analistas, os principais vetores de crescimento da companhia, como o B2B, oferecem menos previsibilidade, levando a uma relação entre risco e retorno equilibrada.