Companhias aéreas suspendem voos para Oriente Médio após ataques dos EUA contra o Irã

Mapas de voos mostraram o espaço aéreo sobre o Irã, Iraque, Kuwait, Israel e Bahrein praticamente vazio

Reuters

O Boeing 747-8 do Catar no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida, depois que o presidente Trump fez um tour pela aeronave em fevereiro. Crédito... Al Drago para o The New York Times
O Boeing 747-8 do Catar no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida, depois que o presidente Trump fez um tour pela aeronave em fevereiro. Crédito... Al Drago para o The New York Times

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DUBAI, 28 Fev (Reuters) – Companhias aéreas globais suspenderam voos em ⁠todo o Oriente Médio neste sábado, após os Estados Unidos ⁠e Israel lançarem ataques contra o Irã, mergulhando a região em um novo ‌confronto militar.

Mapas de voos mostraram o espaço aéreo sobre o Irã, Iraque, Kuwait, Israel e Bahrein praticamente vazio, enquanto Israel afirmava ter atacado o Irã e os militares dos ‌EUA iniciavam uma série de ataques contra alvos no país. O Irã retaliou com uma salva de mísseis.

As companhias aéreas cancelaram quase 40% dos voos para Israel e 6,7% dos voos para a região em geral neste sábado, de acordo com dados preliminares da Cirium.

Testemunhas relataram à Reuters explosões em todo o Golfo, incluindo em Doha, no Catar, que abriga a ⁠maior ‌base militar dos EUA no Oriente Médio, bem como em Abu Dhabi e Dubai, nos ⁠Emirados Árabes Unidos.

A escalada diminuiu as esperanças de uma solução diplomática para a disputa nuclear de Teerã com o Ocidente e reacendeu o conflito após semanas de reforço militar dos EUA na região.

Isso representa a mais recente perturbação para o tráfego aéreo na região, geralmente movimentada, em meio à escalada das tensões. Os aeroportos do ​Oriente Médio estão entre os mais movimentados do mundo, abrangendo uma área que se estende do Irã e Iraque ao Mediterrâneo e servindo como um centro de conexões ​para voos entre a Europa e a Ásia.

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A região também assumiu um papel mais importante desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o que obrigou as companhias aéreas a evitarem o espaço aéreo sobre ambos os países.

Zonas de conflito representam um fardo operacional crescente para as companhias aéreas, já que os ataques aéreos aumentam ‌as preocupações com a possibilidade de abates acidentais ou deliberados ​de aeronaves comerciais.

Tempos de voo mais longos também exigem mais combustível, aumentando seus custos.

Israel, Irã, Iraque, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia fecharam seu espaço aéreo após os ataques, e um mapa da região no Flightradar24 mostrou ⁠aviões evitando essas áreas.

O espaço aéreo ​sobre o Irã, Iraque, ​Kuwait e Jordânia foi esvaziado.

A EASA, órgão regulador da aviação da União Europeia, recomendou no sábado que suas companhias ⁠aéreas evitem o espaço aéreo afetado pela intervenção ​militar em curso.

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A British Airways, pertencente ao grupo IAG, informou que está monitorando a situação e cancelou voos para Tel Aviv e Bahrein até 3 de março, bem como os voos de sábado ​para Amã.

O Ministério dos Transportes da Rússia informou no sábado que as companhias aéreas russas suspenderam voos para o Irã e Israel.

A Lufthansa, da Alemanha, ​anunciou a suspensão dos voos ⁠de e para Dubai no sábado e domingo, além da interrupção temporária das rotas para Tel Aviv, Beirute e Omã ⁠até 7 de março. A Air France cancelou voos de e para Tel Aviv e Beirute.

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A Iberia também cancelou voos para Tel Aviv, enquanto a Wizz Air suspendeu voos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã com efeito imediato até a mesma data, informou a companhia.

Passageiros e companhias aéreas podem esperar que o espaço aéreo na região permaneça fechado por algum ​tempo.