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De todos os players do e-commerce a brasileiro, a recém-chegada Shopee certamente é a de origem mais inusitada. Se Americanas (LAME4) e Magalu (MGLU3) nasceram de varejistas tradicionais, e o Mercado Livre nasceu como uma loja online, a Shopee tem suas origens em uma produtora de games. E isso pode fazer toda a diferença para a companhia.
No Coffee & Stocks desta quinta-feira recebemos Javier Tello, da RPS Capital, que explicou como a ligação da Shopee com o jogo Free Fire pode ajudar a companhia em seu crescimento no Brasil e quais as dificuldades que a empresa pode ter para adaptar sua estratégia vencedora no sudeste asiático por aqui.
Abaixo os principais trechos da conversa.
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Impulso do Free Fire
A Shopee é uma empresa da Sea (S2EA34), grupo de Cingapura dono da Garena, que publica o Free Fire, jogo para celular que tem 350 milhões de usuários mensais. É uma sensação global que gera US$ 3 bilhões de receita.
O que o grupo fez, com muito sucesso, foi transformar jogadores em clientes do e-commerce. No Brasil, o Free Fire tem 50 milhões de usuários ativos e a Shopee já conseguiu 80 milhões de downloads. É uma conversão muito boa.
Adaptação
A companhia conseguiu se adaptar a vários países com muito sucesso, mas no Brasil o maior desafio é o logístico. A Shopee tem muita capacidade de ser agressiva nos preços, mas no prazo de entrega, não. A empresa é muito dependente dos Correios, o que prejudica prazos de entrega e custos.
Futuro
Hoje a Shopee atinge um público de menor renda e os artigos vendidos no e-commerce são de menor custo em comparação com os incumbentes. O que falta entender é: de onde vai vir o crescimento da Shopee, do market share dos concorrentes ou de uma maior penetração do e-commerce no Brasil.