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SÃO PAULO – Um dos maiores problemas dos investidores quando vão operar opções é não se atentarem ao momento que estão se expondo a esses contratos, disse Fernando Góes, trader da Clear Corretora, com 20 anos de experiência no mercado financeiro e muitos deles, dedicados ao mercado de opções.
Segundo ele, isso é de extrema importância para maximizar o ganho da estratégia em que se está operando. “Você primeiro precisa definir se está operando opções para defender suas operações à vista, com venda coberta ou financiamento, ou se você está realmente atacando o mercado direcional, tentando maximizar o retorno se um papel vai cair ou subir, por meio da compra de uma ‘call’ (opção de compra) ou ‘put’ (opção de venda), disse.
No geral, os investidores que querem operar o direcional do mercado precisam se atentar que a melhor resposta da opção se dará no final do exercício da opção, e não no começo. Isso se dá, comenta, por conta da letra grega theta (que representa a influência do tempo no preço da ação). Isto é, o quanto a opção perde dinheiro com a passagem do tempo. Theta é maior quanto maior for o valor extrínseco da opção, ou seja, quanto mais gordura minha opção tiver, maior será seu theta ou sua perda com o passar do tempo.
Tendo em vista que o próximo vencimento de opções sobre ações na BM&FBovespa ocorrerá somente dia 17 de outubro, com os contratos do mês vigente sendo representados pela letra “J”, esse pode não ser o melhor momento para operar esses contratos. “Se for operar o direcional, procurar opções no pó, que têm muita porcentagem a ganhar, então se atente em não comprar quando falta muito tempo para o exercício ou você vai estar comprando tempo puro e vai ser bem mais difícil de acertar do que se fizer isso mais para o final”, explica. O contrário também vale para os investidores que querem fazer venda coberta ou financiamento, que têm muito mais a ganhar no começo do exercício ou até operando no exercício anterior pensando no exercício da frente, comentou.