Como efeito da crise nos EUA, UBS reduz projeções para crescimento chinês

Por outro lado, analista do banco espera que medidas anti-cíclicas do governo compensem parte dos efeitos negativos

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SÃO PAULO – Uma das fontes do vigoroso crescimento mundial nos últimos anos, a economia chinesa deverá desacelerar em 2009, sucumbindo ao cenário negativo proporcionado pela crise financeira e pelo desempenho dos EUA, de acordo com projeções do banco UBS.

Com a impressionante taxa de crescimento obtida nos últimos anos, sempre próxima aos dois dígitos, a economia chinesa ganhou peso no cenário internacional, passando a influenciar diretamente o desempenho econômico de outros países, como o Brasil, fornecedores de matérias primas para seus produtos e bens para seu gigantesco mercado consumidor.

Mundo interligado

Por outro lado, os produtos chineses têm sofrido com o declínio da demanda em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, em que os efeitos da crise de crédito tem sido mais pronunciados, impactando negativamente o fundamental comércio externo do gigante asiático.

Segundo a analista Tao Wang, a expansão das exportações e dos investimentos em imóveis deve diminuir significativamente nos próximos meses, o que afetará também o crescimento previsto para o ano de 2008, cujas projeções foram reduzidas de 10% para 9,6%.

Ajuda

“No entanto, acreditamos que as medidas fiscais e monetárias anti-cíclicas adotadas pelo governo ajudarão a estimular a demanda doméstica e parcialmente compensar o choque externo negativo”, ressaltou Wang.

Deste modo, a instituição projeta expansão de 8% em 2009, ante os 8,8% esperados anteriormente. Ademais, a inflação anual no país deverá resignar-se em torno de 4%, após ter atingido pico de 8,7% em fevereiro, devendo encerrar o próximo ano em 2,6%.