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SÃO PAULO – Em mais uma semana de suma importância para o futuro do governo de Michel Temer, os investidores acompanham com atenção a tramitação da denúncia contra o presidente em comissão na Câmara dos Deputados e o possível desembarque de mais aliados da base governista. Após mais uma semana em queda para o mercado acionário brasileiro, o Ibovespa iniciou a segunda-feira (10) sinalizando sessão levemente positiva. Às 10h08 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,26%, a 62.485 pontos.
No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 caíam 2 pontos-base, a 8,77%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuavam 5 pontos-base, a 9,97%, na mesma toada apresentada pelo Relatório Focus desta manhã, que apontou para uma revisão para baixo nas projeções para a Selic neste e no próximo ano (ver mais abaixo). Já os contratos de dólar futuro com vencimento recuavam 0,41%, sinalizando cotação de R$ 3,286.
Confira ao que se atentar neste pregão:
Destaques da Bolsa
Do lado acionário, os papéis da Petrobras caem com decisão desfavorável em Nova York e queda do petróleo no mercado internacional. A companhia sofreu um revés significativo na disputa com investidores nos Estados Unidos. O Tribunal Federal de Apelações do Segundo Circuito rejeitou o principal ponto da apelação da companhia, e manteve a ação coletiva contra a estatal no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. A Petrobras defendia a extinção do litígio. O julgamento do mérito da ação coletiva – ao menos em relação aos investidores que negociaram recibos de ações da estatal (ADRs) da companhia- poderá finalmente ser retomado, depois de ter sido suspenso em agosto, destaca o Valor Econômico. A Petrobras ganhou tempo ao apelar com base em questões técnicas, mas o processo vai voltar à corte do juiz Jed Rakoff, que foi duro em suas análises desde o início da tramitação da ação, em dezembro de 2014. Um juiz dos EUA deve redefinir quais grupos de investidores podem processar a Petrobras na tentativa de recuperar bilhões de dólares de supostas perdas ligadas ao escândalo de corrupção que envolveu a petroleira no Brasil. Entretanto, o 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA em Manhattan rejeitou o pedido da Petrobras de que ele imponha um padrão mais difícil para os investidores nas ações antes de provarem que foram lesados. As ações da Vale caem apesar da alta dos preços do minério de ferro. Hoje, a commodity negociada no porto de Qingdao, na China, subiu 1,99% a US$ 64,05 por tonelada, enquanto os contratos futuros de minério negociados na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançaram 1,48%, a US$ 70,56 por tonelada (ou 480 iuanes). A ministra Grace Mendonça, advogada-geral da União, planeja fechar até o início de agosto um acordo entre bancos e consumidores sobre as perdas das cadernetas de poupança durante os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, segundo entrevista à Folha. O acerto vai prever descontos e parcelamento dos valores e considera apenas os poupadores cobertos por ações coletivas. Os valores em negociação giram em torno de R$ 11 bilhões antes da aplicação dos descontos. A Caixa e Banco do Brasil concentram cerca de 70% desse total. Os bancos devem apresentar nesta semana um relatório para a AGU com o valor do que teriam de pagar para os poupadores. Com isso, Grade Mendonça pretende apresentar o acordo ao Supremo até meados do mês que vem. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: Relatório Focus
Após a surpresa com dados de inflação abaixo do esperado em junho, os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central passaram a esperar um corte a mais de 25 pontos-base nos juros em comparação com a mediana das expectativas de antes. De acordo com a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira (10), agora, as expectativas dos especialistas é que a Selic termine este ano a 8,25%. Para o ano seguinte, as projeções também caíram: de 8,25% para 8%. Por outro lado, no que diz respeito a crescimento econômico, o pessimismo cresceu, com os economistas revisando apostas de 0,39% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2017 para 0,34%, ao passo que para o ano seguinte elas foram mantidas em 2%. Pela taxa de câmbio, as expectativas para o dólar seguiram em R$ 3,35 neste ano, ao passo que para o ano seguinte recuaram de R$ 3,45 para R$ 3,40. Já do lado da inflação oficial, as expectativas são de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre este ano marcando alta acumulada de 3,38% — 0,08 pontos percentuais abaixo do que era previsto uma semana atrás. Há quatro semanas, as expectativas estavam em aumento de 3,71% nos preços. Para 2018, as projeções caíram de 4,25% na semana passada para 4,24% na pesquisa divulgada nesta segunda. Denúncia contra Temer na CCJ abre semana
A discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em torno da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer estará no centro das atenções da Câmara dos Deputados nesta semana. O trâmite na CCJ terá início nesta segunda-feira às 14h30, com a leitura do parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) pela admissibilidade ou não da denúncia. Ainda na segunda-feira, logo após a apresentação do relator, a defesa de Michel Temer deve fazer a exposição oral de seus argumentos na CCJ. No domingo, Temer se reuniu com os presidentes da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE), além de ministros e líderes da base aliada para discutir a votação. De acordo com jornais de hoje, o governo prevê parecer contra Temer e prepara estratégia para vencer na CCJ. O Planalto contabiliza vitória com 41 votos na CCJ, incluindo trocas de membros ainda a serem feitas; outros aliados, contudo, esperam apenas 30, diz a coluna Painel, da Folha. A partir de quarta-feira (12), os membros da comissão devem começar a fase de debates em torno do parecer. A expectativa é que a discussão se estenda por mais de 40 horas, já que a presidência da comissão permitiu que todos os 66 membros e seus respectivos suplentes tenham direito à fala por até 15 minutos. Outro ponto de atenção da política nesta semana é a possibilidade de sair uma delação premiada do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, ele já está finalizando os textos com as informações para o acordo de delação e rascunhou mais de cem anexos para a colaboração. De acordo com a reportagem, Cunha deve envolver diretamente Temer, os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) em sua delação, assim como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Contudo, Maia estaria livre de “disparos atômicos” tanto da JBS quanto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) caso venha a assumir a Presidência da República no lugar de Temer, diz a colunista em reportagem desta segunda-feira. Neste sentido, o mesmo jornal apontou no final de semana que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles já discute eventual governo Maia e estabelece condição para seguir ministro: maior autonomia. Contudo, o ministro nega essa informação. Por fim, lideranças do PSDB se encontram nesta segunda em São Paulo para uma nova tentativa de construir um consenso interno e, assim, estancar a sangria da legenda. O encontro, de iniciativa do governador Geraldo Alckmin, contará com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, e o prefeito de São Paulo, João Doria. Votações no Congresso
Para além da CCJ, também está programada para a noite de quarta-feira a sessão do Congresso Nacional que deve analisar 15 vetos presidenciais, além do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018. Com mais de 1500 emendas ao texto da proposta, o relatório do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) deve ser discutido pelos deputados e senadores. De acordo com a Constituição, os parlamentares não podem entrar em recesso, previsto para se iniciar na próxima sexta-feira (17), sem que a lei tenha sido votada. Esta será a primeira LDO a ser votada após aprovação da emenda constitucional do Teto de Gastos Públicos, que atrela os gastos à inflação do ano anterior por um período de 20 anos. Já sobre a reforma trabalhista no Senado, após a vitória folgada do requerimento de urgência na última semana, a matéria deve ir a plenário possivelmente na terça-feira (11). O mercado se mostra otimista com a reforma, mas ficou mais cético com a Previdência com o agravamento da crise política. Além disso, já na quarta-feira, a CCJ inicia pela manhã a sabatina de Raquel Dodge para a PGR. Após ouvirem as respostas da procuradora, os membros da comissão vão votar a indicação dela para o cargo de procuradora-geral da República. A expectativa é que, após a votação na comissão, seja aprovada urgência para que a indicação seja apreciada em plenário no mesmo dia. Raquel Dodge foi indicada ao cargo pelo presidente Michel Temer para suceder Rodrigo Janot, cujo mandato à frente da PGR termina em setembro. Agenda econômica da semana
Após um relatório de emprego inconclusivo nesta sexta-feira (7), com emprego forte mais salário mais fraco, a próxima semana terá uma série de eventos que devem ajudar o mercado a entender melhor o cenário que definirá os próximos passos do Federal Reserve. Na quarta-feira, às 9h30 (horário de Brasília), a presidente da autoridade, Janet Yellen falará no Congresso americano e pode dar novos sinais. No mesmo dia às 15h também será apresentado o Livro Bege, que apesar de trazer menos informações importantes que as reuniões do Fed, ajuda a mostrar para o mercado a visão da autoridade americana sobre a economia do país. Além disso, espalhados pela semana diversos outros dirigentes do Fed também discursarão. Entre os indicadores, fica em destaque os dados de inflação do PPI e do CPI, na quinta e na sexta-feira, respectivamente, ambos às 9h30, além do indicador de vendas no varejo também no dia 14 no mesmo horário. Na China, saem os dados da balança comercial e inflação. No Brasil, a agenda de indicadores é mais fraca após o IPCA desta sexta ficar abaixo do previsto em junho, com a primeira deflação em 11 anos. O mercado deve seguir definindo suas posições sobre a Selic, com aumento das apostas de corte de 100 pontos-base. Entre os dados, vendas no varejo (quarta-feira às 9h) e IBC-Br (sexta-feira às 8h30) são destaques da próxima semana. Além disso, atenção para as divergências com relação à criação da TLP (Taxa de Longo Prazo) que culminaram no pedido de demissão de dois diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No sábado, Meirelles afirmou que discutiria as divergências e conversaria com o presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro, sobre o assunto. Em entrevista ao Estadão, Rabello disse que a fórmula da TLP pode prejudicar as empresas tomadoras de crédito na instituição, ao reduzir a “previsibilidade” das condições dos financiamentos. (Com Agência Brasil, Bloomberg e Agência Estado)
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
JBSS3
JBS ON
6,48
+2,21
-42,98
3,07M
CMIG4
CEMIG PN
8,48
+1,92
+12,99
2,60M
HYPE3
HYPERMARCAS ON
28,58
+1,85
+11,88
700,69K
KROT3
KROTON ON
14,98
+1,56
+13,94
930,23K
ESTC3
ESTACIO PARTON
15,20
+1,33
-2,13
318,32K
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
PETR3
PETROBRAS ON
12,53
-1,18
-26,03
2,67M
PETR4
PETROBRAS PN
11,80
-1,09
-20,65
32,50M
FIBR3
FIBRIA ON
31,59
-0,75
+1,49
1,29M
ELET3
ELETROBRAS ON
15,79
-0,69
-25,23
432,77K
VALE5
VALE PNA
26,90
-0,52
+27,27
17,38M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)