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SÃO PAULO – Pressionados pela volta dos temores em torno de uma recessão global e de uma consequente redução na demanda, os preços das commodities interromperam a breve recuperação marcada no final de 2008 – quando os mercados contavam com maior tranquilidade – e já oscilam novamente nos patamares mínimos observados ao longo dos últimos meses.
A análise é do banco de investimentos UBS, que tendo em vista a forte queda das matérias-primas no ano passado, divulgou relatório buscando antecipar uma possível data para a retomada de um ciclo de alta mais consistente para as cotações, o que, em sua opinião, não deve ocorrer no curto prazo.
O ceticismo se baseia na difícil situação das principais economias do mundo, cujos indicadores devem continuar apontando uma deterioração nos próximos meses. Em adição, os crescentes estoques dos insumos e uma provável recuperação do dólar contribuem para a visão pessimista.
“Estamos, portanto, mantendo nossa recomendação underweight – abaixo da média – para a alocação em commodities, mais especificamente em indústrias de metais e energia”, afirmam os analistas.
Recuperação no longo prazo
Por outro lado, o UBS ressalta o crescente interesse dos investidores pelas matérias-primas. Para o banco, o aumento da procura se deve aos favoráveis fundamentos de longo prazo do segmento, beneficiados, entre outros, pelos investimentos em infra-estrutura e pela forte expansão da economia da China, um dos maiores países consumidores do mundo.
Desta forma, uma recuperação mais robusta dos preços deverá estar diretamente ligada à melhora do cenário econômico, o que deve acontecer em um horizonte mais longo, avalia.