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SÃO PAULO – Liderado pelas empresas do setor de commodities, o Ibovespa registra forte alta de 2,24% no início da tarde desta terça-feira (3), aos 55.893 pontos, conforme cotação das 13h04 (horário de Brasília). “Os investidores estão na expectativa de um possível pacote de estímulo dos bancos centrais lá fora”, disse à InfoMoney João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos.
Na quinta-feira o BCE (Banco Central Europeu) se reunirá para decidir sua política monetária, sendo que o analista prevê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juro, além da possibilidade de outras medidas de estímulos à economia. Na mesma data, o BoE (Bank of England) também se reunirá e deverá decidir por novos estímulos, sendo que no último encontro só não foi aprovado um programa de injeção de capital por apenas um voto.
Por conta dessa expectativa de novos estímulos as commodities registram forte alta. O barril negociado em Londres marca ganhos de 3,6%, assim como aquele nos EUA tem alta de 4,6%. Já o minério de ferro com 62% de ferro apresentava, durante esta manhã, 1,1% de elevação, conforme dados do MB Iron Ore Index.
Estrangeiros posicionados
Respondendo a esse cenário, Petrobras (PETR3, +3,43%, R$ 19,60; PETR4, +3,05%, R$ 18,92) e Vale (VALE3, +2,24%, R$ 41,14; VALE5, +2,27%, R$ 40,02), as principais empresas da bolsa, marcavam forte alta.
O analista da Leme Investimentos lembra que, às 14h desta terça-feira os mercados norte-americanos se encerram e só reabrem na quinta-feira por conta do Dia da Independência. Dessa forma, os investidores estrangeiros já podem estar se posicionando para a reunião do BCE, que acontecerá antes da abertura do próximo pregão nos EUA.
No entanto, Brugger alerta que o índice caminha para enfrentar uma resistência importante entre os 56 mil e os 57 mil pontos, patamar que não conseguiu superar recentemente. Portanto, o analista recomenda atenção aos investidores.
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Altas e baixas
Na ponta positiva do Ibovespa chama atenção as ações da B2W Varejo e da Usiminas, enquanto no lado negativo o destaque fica para as companhias do setor elétrico, com uma forte queda de 10,9% para os papéis da Eletropaulo, prejudicados por conta da revisão tarifária da Aneel, que cortou em 9,3% a tarifa de energia elétrica da empresa.
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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