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Destaques da Bolsa

Commodities sobem até 5%, Triunfo “respira” após queda de 17% e small cap dispara 47% misteriosamente

Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

SÃO PAULO – Puxado pelas commodities, o Ibovespa teve seu segundo pregão seguido de ganhos nesta terça-feira (25), fechando em alta de 0,87%, a 65.667 pontos. Entre as maiores altas do índice, figuraram as ações da Vale, Bradespar, Petrobras e siderúrgicas, com ganhos entre 2% e 5%. 

Enquanto a Vale foi beneficiada por mais um dia de alta do minério de ferro, as ações da Petrobras subiram forte na esteira do avanço do petróleo, que teve seu melhor dia do ano ao subir mais de 3%. Do lado negativo, lideraram as perdas as ações da Qualicorp, Natura e Cyrela. De olho na temporada de balanços, investidores aguardam pelos números da Natura, que serão divulgados na próxima quarta-feira após o fechamento do pregão. Em prévia dos balanços, o BTG Pactual apontava a empresa como uma das surpresas negativas no setor de consumo no 2° trimestre. 

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Fora do índice, três small caps ganharam destaque nesta sessão: a Forjas Taurus, que disparou “misteriosamente” 47% nesta sessão, com forte volume financeiro, retornando ao patamar de janeiro de 2015 na bolsa; a Unipar que, em meio ao processo de OPA, anunciou um dividendos de R$ 5,00 por ação; e a Triunfo que, após queda de 17% ontem, teve um pregão de alívio. 

Confira abaixo os principais destaques de ações desta terça-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 13,77, +2,53%; PETR4, R$ 13,22, +2,64%)
As ações da Petrobras subiram na esteira de mais um dia de positivo para os preços do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros do WTI fecharam em alta de 3,3%, na maior alta diária do ano, a US$ 47,89 o barril.

No radar, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, a Reman, Refinaria da Petrobras em Manaus, está sendo alvo de ataques por piratas. A unidade é produtora de gasolina e óleo diesel e abastece a Região Amazônica.

O modus operandi desses ataques é o mesmo dos assaltos a embarcações nos rios, aponta o jornal: os piratas usam barcos pequenos e rápidos para chegar ao local e, com armas pesadas, rendem os vigilantes. Na sequência, chega um barco maior para onde é transportado o combustível e os equipamentos roubados. Os assaltos ocorrem, principalmente, na época das cheias, quando o nível alto dos rios facilita o acesso dos bandidos à refinaria.  

“O perigo existe e é iminente. Já fizemos várias denúncias, que estão sendo investigadas pela direção da refinaria”, afirmou ao jornal Roberto Pinheiro, diretor do Sindipetro-AM. “Isso ocorre há uns 20 anos, mas se intensificou nos últimos anos. Recentemente, houve duas ou três ocorrências seguidas.”

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Ainda no radar da companhia, a Petrobras anunciou a elevação do preço do diesel em 1,4% e da gasolina em 1,9%. Os reajustes serão válidos a partir da próxima quarta-feira para as refinarias. 

Vale (VALE3, R$ 30,61, +5,08%; VALE5, R$ 28,66, +4,67%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 22,35, +4,98%) – holding que detém participação na mineradora – deram sequência aos ganhos de ontem, acompanhando o desempenho do minério de ferro. A commodity spot (à vista) negociada no porto de Qingdao, na China, subiu 2,39%, a US$ 69,48 por tonelada, enquanto os contratos futuros do minério negociados na bolsa chinesa de Dalian avançaram 3,33%, a 527 iuanes. 

No radar, a bancada mineira no Congresso pressiona o Governo Federal para elevar para 3% a alíquota de royalties cobrada sobre a exploração mineral. O tema foi discutido em reunião na noite desta segunda-feira, 24, no Palácio do Planalto. Nesta terça-feira, 25, o presidente Michel Temer anuncia, em cerimônia marcada para as 16h, o novo marco regulatório do setor de mineração, que deve trazer definição sobre os royalties, o principal ponto do projeto, destaca o Estadão

A proposta do governo federal é estabelecer uma alíquota flexível para o royalty do minério de ferro, um dos principais itens da balança comercial brasileira. Minas Gerais e Pará são os dois Estados que concentram a exploração e produção nacional de minério de ferro. Pela proposta do governo, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) iria variar de 2% a 4%, atrelada às oscilações internacionais da cotação da commodity. Quanto maior o preço alcançado no mercado, maior o royalty. Também haveria royalties menores para empresas de menor porte. A proposta já contaria com o apoio da área econômica do governo.

A bancada mineira pressiona, porém, para fixar esse piso em um mínimo de 3%. Isso traria benefícios adicionais a Minas Gerais, pois a divisão da arrecadação dos royalties privilegia municípios e Estados produtores, em detrimento da União. Atualmente, a União fica com 12% das receitas; os Estados produtores, com 23%, e os municípios produtores, com 65%. No ano passado, a arrecadação com royalties da mineração ficou em R$ 1,797 bilhão.

A expectativa do governo, com as novas regras, é elevar a arrecadação com Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), para algo entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Além da elevação das alíquotas, outra mudança prevista na proposta do governo é que a Cfem passaria a incidir sobre o faturamento bruto das empresas. Hoje, o royalty incide sobre o faturamento líquido.

Siderúrgicas
Seguiram o movimento positivo as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,10, +1,37%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,50, +0,36%), Usiminas (USIM5, R$ 5,10, +0,99%) e CSN (CSNA3, R$ 7,82, +2,89%). 

No radar, a Operação Zelotes volta a assombrar o noticiário da Gerdau. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a operação trabalha em denúncia contra integrantes do Grupo Gerdau por envolvimento em suposto esquema de compra de decisões no Carf. De acordo com a publicação, o presidente da siderúrgica, André Gerdau, não deve ser acusado, embora tenha sido indiciado pela PF. Procuradores avaliam que o CEO não teve participação direta nos crimes investigados, pois apenas assinou procuração para terceiros, que teriam atuado para manipular decisões. 

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A empresa se posicionou em nota enviada ao jornal, afirmando que “a Gerdau ou qualquer dos executivos mencionados jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a funcionários públicos para que recursos em trâmite no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) fossem ilegalmente julgados em seu favor”. A Gerdau ainda afirmou “que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados, bem como irá defender firmemente, em todas as instâncias processuais, a legitimidade e lisura de seus atos.”

De acordo com o Itaú BBA, apesar de não ser propriamente uma novidade, a notícia pode pesar negativamente sobre a ação, já que revive os riscos para a companhia. 

Biotoscana (GBIO33, R$ 27,27, -2,26%)
Os BDRs da fabricante e distribuidora de medicamentos de alta complexidade Biotoscana estrearam em queda na bolsa nesta terça-feira. Como a sede da farmacêutica não é no Brasil, ela emitiu BDRs (ou recibos de ações), que são valores mobiliários lançados na bolsa brasileira que representam outro valor mobiliário emitido em uma bolsa estrangeira.

A empresa, de origem colombiana, conseguiu levantar R$ 1,341 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Os papéis foram precificados em R$ 26,50, no centro da faixa indicativa de preço, que era de R$ 24,50 a R$ 28,50.

O IPO foi o 5º na bolsa brasileira este ano, depois de Movida, Azul, Hermes Pardini e Carrefour.

Fibria (FIBR3, R$ 33,16, -2,21%)

A Fibria registrou um prejuízo de R$ 259 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 745 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 2,775 bilhões, alta de 16% na base anual, superando a maior estimativa de analistas consultados pela Bloomberg, de R$ 2,72 bilhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,07 bilhão, alta de 16% na base anual, enquanto a margem Ebitda foi de 45%, alta de 2 pontos percentuais na mesma base de comparação. 

Apesar do forte resultado do período, como destacou o UBS, Bank of America Merrill Lynch e BB Investimentos, analistas do BTG Pactual comentaram que 5 pontos ainda trazem apreensão ao mercado. São eles: possível inflexão dos preços da celulose, após alta recente; consolidação do setor, com possível aquisição da Eldorado, parece menos atrativa; preocupações sobre a oferta da commodity no mercado; a percepção de que as ações “dolarizadas” perderam força nas carteiras dos investidores, em meio à queda recente da moeda; e a questão do “momentum” da ação vs valor. 

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Via Varejo (VVAR11, R$ 13,69, +4,82%)

As units da Via Varejo, rede dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio, dispararam após divulgar balanço do 2° trimestre, que agradou os analistas de mercado.

Segundo o Credit Suisse, a companhia reportou bons números, com vendas nas mesmas lojas crescendo 11% (melhor valor desde 2013). “A empresa fez um bom trabalho em margem, com diluição de custos gerais e administrativos, reportando uma margem Ebitda de 6%. “Vale lembrar que a base de comparação é fraca, mas o resultado foi forte (…) O resultado positivo já era esperado pelo mercado, mas acreditamos que as ações devem reagir de forma positiva e com leitura positiva também para Pão de Açúcar”, aponta o banco. 

A varejista reportou prejuízo líquido de R$ 45 milhões no segundo trimestre de 2017, perda 87% inferior à apurada no mesmo período do ano anterior, de R$ 350 milhões. No acumulado do primeiro semestre do ano, a Via Varejo tem lucro de R$ 52 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 546 milhões acumulado no ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia de varejo de eletroeletrônicos atingiu R$ 190 entre abril e junho de 2017, crescimento de 117% na comparação com os mesmos meses do ano passado. Em seis meses, o Ebitda chega a R$ 498 milhões, aproximadamente sete vezes superior a 2016.

Já a receita líquida ajustada ficou em R$ 6,146 bilhões entre abril e junho, expansão de 10,8% na comparação anual. No semestre, a receita chegou a R$ 12,139 bilhões, alta de 7,8%.

De abril a junho de 2017, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 195 milhões. No total do primeiro semestre, o valor também foi negativo em r$ 335 milhões.

Locamerica (LCAM3, R$ 11,20, +1,91%)
As ações da Locamérica amenizaram os ganhos após subirem 6,82% nesta sessão, mas ainda assim fecharam no terceiro pregão seguido de alta, acumulando no período valorização de 12%. Com a arrancada, os papéis renovaram hoje sua máxima histórica na bolsa. Ontem à noite, a companhia revelou seu balanço do segundo trimestre. 

A empresa encerrou o período com lucro líquido de R$ 9,866 milhões, o que representa uma alta de 30,2% em relação aos R$ 7,578 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida subiu 13,2% no mesmo período, para R$ 216,5 milhões.

A receita obtida com o segmento de seminovos cresceu 30,3%, para R$ 115 milhões, compensando a queda de 1,5% na receita da divisão de locação, que totalizou R$ 101,6 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechou o período entre abril e junho em R$ 62,3 milhões, uma queda de 0,7% em um ano. A margem Ebitda avançou 0,5 ponto porcentual, para 61,3%.

Forjas Taurus (FJTA4, R$ 2,60, +46,89%)
As ações small caps da Forjas Taurus dispararam 46,89% nesta sessão, atingindo seu maior patamar de fechamento em bolsa desde janeiro de 2015. Na máxima do dia, os papéis registraram alta de 53,67%, a R$ 2,72. O movimento, no entanto, sem motivo aparente. No radar, nenhuma notícia nova sobre a empresa ou fato relevante/comunicado ao mercado que pudesse justificar a arrancada das ações. 

Ainda assim, observa-se que a valorização veio acompanhada de forte volume financeiro, que alcançou R$ 2,616 milhões nesta sessão, contra média diária de R$ 26,9 mil dos últimos 21 pregões.

Pelos dados do Profit Chart é possível observar que esse volume finaceiro ocorreu pulverizado entre as corretoras de varejo. No fechamento do pregão, XP Investimentos, Rico Corretora, Ágora e Itaú BBA lideram o saldo positivo na ação, movimentando R$ 317,8 mil, R$ 185,5 mil, R$ 112,9 mil e R$ 100,7 mil, respectivamente, com a ação. Do outro lado, BTG Pactual aparece disparado como o maior “vendedor”. A corretora do banco encerrou o dia com saldo negativo em R$ 698 mil no papel.

Triunfo (TPIS3, R$ 3,77, +5,90%) 
Depois de caírem 17,21% ontem após anúncio de pedido de recuperação extrajudicial, as ações da Triunfo tiveram pregão de alívio nesta terça-feira, com alta de 5,90%, voltando aos R$ 3,77. 

Após a turbulência ontem, a casa de research Eleven Financial – que nos últimos meses têm indicado compra da ação – publicou um relatório sobre a notícia. Para Adeodato Volpi Netto e Alvaro Frasson, que assinam o relatório, o movimento de ontem não altera os fundamentos da empresa ou a tese de investimentos, seguindo com a mesma recomendação para o papel, com preço-alvo em R$ 13,00.

“O comportamento das ações na segunda-feira não condiz com a
realidade dos fundamentos da companhia. Reduzimos o indicador de risco
apresentado em nosso guia de recomendações na última sexta-feira (21/07)
exatamente pela material alteração nos prognósticos da companhia com a venda de
Portonave e a, então iminente, formalização da reestruturação das dívidas”, escreveram. 

Segundo eles, a janela  de oportunidade de investimento na ação está muito
consolidada e os investidores que tiverem o “timing” correto e compreenderem
os próximos passos para destravar o preço das ações podem alcançar
resultados expressivos.

Unipar Carbocloro (UNIP6, R$ 12,00, +20,00%)
As ações da Unipar Carbocloro – empresa que está processo de fechamento de capital – dispararam nesta sessão após a companhia ter informado, no noite de ontem, que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos intermediários na ordem de R$ 362,8 milhões, correspondentes a R$ 4,6449 por ação no caso das PNs (UNIP6) – que possuem maior liquidez na bolsa – ou um “dividend yield” (dividendo pelo preço da ação) de 46% em relação ao fechamento de ontem.

Em meio ao comunicado, as ações PNs da companhia dispararam 20% na B3 nesta terça-feira, indo a R$ 12,00, mas atingiram na máxima do dia ganhos de 23%, a R$ 12,00. Um movimento que veio acompanhado de forte volume financeiro de R$ 8,04 milhões, contra média diária de R$ 967,7 mil dos últimos 21 pregões. 

Segundo a empresa, farão jus aos proventos os acionistas detentores dos papéis em 27 de julho – um dia antes do leilão para possível fechamento de capital da empresa. Pelo comunicado enviado ao mercado, a companhia diz que o pagamento será feito em duas partes, sendo que 72,23% dos proventos serão distribuídos a partir de 8 de agosto de 2017 e 27,77% serão pagos sem correção monetária a partir de 20 de dezembro de 2017.   

O montante corresponde a uma “errata” no balanço da empresa do 1° trimestre – que foi reapresentado dia 5 de maio (veja mais aqui). Isso porque em dezembro de 2016, a empresa concluiu a compra de 70,6% da Solvay Indupa (fabricante de soda cáustica e PVC) e contabilizou a combinação de negócios com o valor de R$ 244 milhões. No entanto, esse valor sofreu uma reavaliação da empresa, voltando na reapresentação do balanço do 1° trimestre com o montante de R$ 516 milhões. Exatamente essa diferença aparece agora no resultado como dividendos intermediários. 

Conforme o comunicado da empresa, esses R$ 362,8 milhões serão distribuídos em diferentes espécies e classes de ações, da seguinte forma: 1) montante de R$ 117,19 milhões às ações ordinárias, correspondente a um dividendo de R$ 4,22270943 por ação ordinária; 2) o montante de R$12.033.341,91 às ações preferenciais classe “A”, correspondente a R$4,64498038 por ação preferencial classe “A”; 3) o montante de R$233.575.927,32 às ações preferenciais classe “B”, correspondente a R$4,64498038 por ação Preferencial classe “B”.

Por conta do anúncio, a empresa informou ainda que o preço por ação fixado no âmbito da OPA (Oferta Pública de Aquisição) pelo controlador sofreu uma alteração. O valor fixado inicialmente para cada ação havia sido R$ 7,50 para todas as espécies e classes, mas, agora, para incorporar esses proventos, passa a ser de R$2,95 por ação ordinária; R$2,40 por ação preferencial classe “A”; e R$2,50 por ação preferencial classe “B”, a ser pago integralmente à vista na data de liquidação financeira da oferta. 

Esses ajustes no preço da OPA incluem – além dos dividendos intermediários de R$ 362,8 milhões – os dividendos anunciados pela empresa na época da primeira divulgação do seu balanço do 1° trimestre de R$ 28,318 milhões, que são relativos ao lucro de suas operações no período e que foram aprovados em 28 de abril. Desses R$ 28,3 milhões, R$9.062.791,15 irão aos titulares de ações ordinárias, correspondente a R$0,3265590374 por ação ordinária; R$1.191.681,54 aos titulares de ações preferenciais classe “A”, correspondente a R$0,4600000066 por ação preferencial classe “A”; e R$18.063.362,19 aos titulares de ações preferenciais classe “B”, correspondente a R$0,3592149411 por ação preferencial classe “B”. 

Players de combustíveis

Segundo o Valor Econômico, a Receita Federal está refazendo os cálculos do aumento do PIS/Cofins sobre o etanol para verificar se ele está em conformidade com o que estabelece a lei, conforme afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. De acordo com a Receita Federal, “as alíquotas para a Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins não devem ser superiores a 9,25% do preço médio de venda no varejo do etanol, apurado de forma ponderada com base no volume comercializado em cada estado e no Distrito Federal nos 12 meses anteriores”. Caso essa revisão acontece, o Itaú BBA aponta para um possível aumento nos preços-alvo para as ações de São Martinho (SMTO3, R$ 17,77, +1,37%) e Cosan (CSAN3, R$ 35,98, +0,78%). 

Ultrapar (UGPA3, R$ 74,26, -0,66%)
A Ultrapar informou que seu conselho de administração autorizou a controlada Ipiranga a captar R$ 1,5 bilhão em debêntures de cinco anos. As debêntures simples, não conversíveis em ações, pagarão aos investidores o equivalente a 105% do CDI. A companhia vai emitir 1,5 milhão de títulos em série única.

O anúncio acontece cerca de um mês após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ter estendido por mais 30 dias o prazo para análise da aquisição da rede de postos de combustíveis Alesat pela Ipiranga. O prazo final para conclusão do processo é 16 de agosto.

Bancos

O Credit Suisse atualizou os modelos para os bancos brasileiros reforçando a visão positiva para o setor, mesmo que cautelosos com o cenário de crescimento de receita para 2018. Os analistas mantiveram o Bradesco (BBDC4, R$ 30,01, +1,63%) – recomendação outperform – como top pick, seguido de Santander Brasil (SANB11, R$ 25,59, +1,35%), também outperform, assim como o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,56, +1,65%). O Itaú (ITUB4, R$ 37,09, +0,24%), com recomendação neutra, é o menos preferido do Credit Suisse, devido um valuation menos atrativo (16% upside) e momentum de lucros pior.

Hypermarcas (HYPE3, R$ 27,95, -1,41%)
A Hypermarcas foi cortada de outperform para neutral pelo Bradesco BBI, com o preço-alvo passando de R$ 34,00 para R$ 33,00, o que representa um potencial de alta de 16,4%, ante o fechamento desta segunda-feira. A companhia divulga seu resultado do segundo trimestre no próximo dia 28 de julho.

Localiza (RENT3, R$ 51,50, -0,87%)

Já a Localiza teve, dias depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, a recomendação elevada para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan. O preço-alvo por ação é de R$ 60,00. O Credit Suisse, por sua vez, elevou o preço-alvo para a ação de R$ 45,00 para R$ 56,00. 

Elétricas

O banco Safra de Investimento iniciou a cobertura de diversas companhias elétricas. AES Tietê (TIET11, R$ 14,35, -0,28%), Cemig (ver mais sobre a empresa abaixo), Copel (CPLE6, R$ 26,48, +0,15%), Eletrobras (ELET6, R$ 17,09, +1,00%), Energisa (ENGI11, R$ 24,23, +0,33%), Equatorial (EQTL3, R$ 56,25, -0,71%) e Taesa (TAEE11, R$ 22,91, -0,35%) possuem recomendação “outperform” (desempenho acima da média do mercado). Já Alupar (ALUP11, R$ 18,42, +0,11%), Cesp (CESP6, R$ 16,44, +0,24%), Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 68,28, -0,61%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 13,98, -0,43%) e Light (LIGT3, R$ 24,61, -0,36%) possuem recomendação neutra. 

Cemig (CMIG4, R$ 8,93, +0,56%)

Além do início de cobertura pelo Safra co recomendação outperform, a Cemig reage a mais uma notícia hoje. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia entendeu que não há urgência que justifique a atuação da Presidência do Supremo, durante o período de férias forenses, na análise do pedido da Cemig para suspender a realização de leilão da Usina Hidrelétrica de Jaguara, segundo comunicado no website do STF.

O despacho da presidente do STF foi dado nos autos da Ação Cautelar (AC) 3980, e a análise do pleito caberá ao relator do processo, ministro Dias Toffoli. O deferimento do mandado de segurança asseguraria o contrato antes firmado com a Cemig e alteraria o objeto do leilão. O presidente do Supremo observou que a matéria vem sendo questionada há alguns anos e tem sido objeto de constantes tentativas de acordo, sem se chegar ao consenso pelas partes. Segundo a presidente do Supremo, não há fato novo que seja desconhecido pelo relator do processo.

Ex-OGX (OGXP3, R$ 4,29, 0,0%)

A OGX e a OGPAR celebraram acordo definitivo junto aos credores detentores dos bonds OSX-3 Senior Secured Callable Bond 2012/2015 emitidos pela OSX-3 Leasing BV e credores dos financiamentos DIP e Incremental Facility. 

O acordo será implementado mediante (i) a capitalização, na OGX, dos créditos detidos pela OSX-3 e pelos Credores IF; (ii) conversão das Debêntures em ações de emissão da OGX, nos termos da escritura de emissão; e (iii) a entrega em dação em pagamento de 2/3 das ações que a OGX detém no capital social da Eneva para os credores, sendo 1/3 para os detentores das Debêntures e para os Credores IF em conjunto e 1/3 para a OSX-3 (o valor das ações Eneva entregues em dação em pagamento será abatido do valor dos créditos capitalizados, assim como será deduzido qualquer valor eventualmente pago, até a data da capitalização, a título de frete para a OSX-3, em função do afretamento da embarcação FPSO OSX-3). 

Natura (NATU3, R$ 23,33, +0,13%)
O Cade aprovou, sem restrições, a compra da Body Shop no Brasil pela Natura. O negócio foi anunciado dia 26 de junho pelo preço de 1 bilhão de euros.

Oi (OIBR4, R$ 3,36, +0,90%)

Segundo o colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois, a Oi quer vender sua operação de Cabo Verde. O colunista destaca que a decisão já foi tomada. 

Especial IMTV

O InfoMoney dá continuidade nesta terça-feira ao “Especial Setores” do 2º semestre, com foco nas ações de programas de fidelidade – Smiles e Multiplus -, as seguradoras e empresas ligadas ao setor de saúde. Os convidados desta edição são Mário Avelar, gestor de portfólios da Avantgarde Capital, e o analista Shin Lai, da Upside Investor. A transmissão ao vivo começa às 15h (horário de Brasília) na InfoMoneyTV.

Na quarta-feira às 14h, o programa comentará sobre as ações de frigoríficos e do setor de educação. Clique aqui e assista a todo o conteúdo desse especial.