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SÃO PAULO – Evidenciando mais uma vez a forte exposição da Bolsa brasileira ao mercado de commodities, o Ibovespa sentiu a pressão do ajuste nos papéis de suas principais blue chips e amargou mais uma semana de fortes perdas, ampliadas ainda pelo aumento no ritmo do ciclo de aperto monetário.
Com uma desvalorização de 4,65% no período, o benchmark encerrou a sexta-feira (25) no nível de 57.199 pontos, se mantendo no patamar crítico do bear market – quando um índice está 20% abaixo do seu último pico histórico – alcançado na véspera.
Acompanhando a trajetória negativa, as ações preferenciais classe A da Usiminas
(USIM5) terminaram a penúltima semana de julho como principal baixa dentre os papéis que compõem o índice. Os ativos caíram 11,88% e fecharam o pregão cotados a R$ 62,55, reduzindo os ganhos acumuladas no ano para 16,20%.
Também se destacando entre as maiores baixas do principal índice acionário do País, as ações ordinárias da siderúrgica (USIM3) apareceram na seqüência com uma desvalorização de 11,16% no período. Contudo, os papéis ainda acumulam alta de 9,69% em 2008.
Cenário inverso para as siderúrgicas
Basicamente, a derrocada dos papéis não só da companhia, mas sim das siderúrgicas em geral, encontra suporte na fraca performance das commodities metálicas na semana. Responsável pela maior valorização do Ibovespa no ano passado, o setor vem enfrentando dificuldades nos últimos meses.
Na última quinta-feira, o níquel registrou seu menor nível em dois meses na bolsa londrina, ao passo que seu contrato futuro com vencimento em três meses foi negociado no menor patamar desde junho de 2006. A mesma tendência ainda pôde ser verificada nos preços do zinco, cobre, alumínio e estanho.
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E se por um lado metais mais baratos é notícia favorável às companhias que possuem seus custos atrelados às commodities, às empresas que têm suas margens e lucros atrelados aos produtos – como as siderúrgicas – a notícia é justamente negativa.
Em adição, o aumento no ritmo do ciclo de aperto monetário pelo Copom (Comitê de Política Monetária) é visto por alguns analistas como uma ameaça ao robusto crescimento econômico brasileiro, um dos pilares responsáveis pela forte performance do setor no último ano.
Outras quedas
Também tiveram uma performance ruim os papéis
Petrobras PN (PETR4, R$ 34,50, -9,69%),
JBS ON (JBSS3, R$ 7,91, -9,60%),
Vivo PN (VIVO4, R$ 8,32, -9,47%) e Petrobras ON (PETR3, R$ 41,71, -9,35%).