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SÃO PAULO – O ciclo extremamente favorável às commodities nos últimos anos tem aumentado a atratividade de sua produção, desencadeando, assim, uma maior busca pela exploração de tais produtos.
Talvez o caso mais emblemático seja o do petróleo. A recente disparada das cotações do óleo nos mercados internacionais permitiu que muitos dos projetos outrora inviáveis mostrassem-se bastante rentáveis.
Para os minérios
Entretanto, o fenômeno não se restringe ao petróleo. Segundo levantamento realizado pelo Metals Economics Group (MEG), estima-se um dispêndio total recorde de US$ 7,1 bilhões em exploração mineral pelo mundo em 2006, com crescimento de 45% frente a igual período do ano passado.
Em relatório, o Citigroup lembrou que a atual tendência crescente dos custos de exploração mineral foi iniciada em 2002, quando estes atingiram a mínima de US$ 1,85 bilhão.
Ouro: principal foco
Segundo pesquisa realizada pelo MEG com 1.600 mineradoras, a maioria das empresas vem focando seus novos projetos de exploração em ouro, muito embora parcela significativa se volte a metais de base.
Em termos de países, pelo quinto ano consecutivo, o Canadá lidera os dispêndios em exploração mineral, seguido pela Austrália, novamente de acordo com dados do MEG. Por região, a América Latina é quem recebe o maior montante de dólares para a exploração de minérios.
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Vale: seguindo a tendência
Corroborando a tendência de aumento de tais custos, a Vale do Rio Doce encerrou o primeiro semestre de 2006 com um capex total de US$ 1,944 bilhão, o que representa um incremento de cerca de 40% frente ao apurado em igual período do ano anterior.
Para o acumulado de 2006, a empresa projeta uma expansão mais modesta, porém ainda significativa. A companhia planeja investir aproximadamente US$ 4,626 bilhões neste ano, equivalente a um aumento de cerca de 10% frente aos US$ 4,2 bilhões de 2005.