Commodities: analistas acreditam em preços elevados também em 2007

Equipes dos bancos Citigroup e UBS não apostam em forte queda das principais commodities no próximo ano

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SÃO PAULO – A manutenção dos preços das principais commodities internacionais em patamares elevados tem sido um dos principais motivos por trás do bom desempenho de algumas das mais importantes ações do mercado brasileiro nos últimos anos.

Afinal de contas, sem os significativos reajustes nos preços internacionais do petróleo e do minério de ferro registrados nos últimos dois anos, empresas como Petrobras e Vale do Rio Doce, cujos papéis tem maior participação no Ibovespa, não poderiam ter apresentado resultados tão favoráveis no período.

Qual a tendência para as commodities?

Portanto, a reação cautelosa do mercado frente às recentes quedas nas cotações das principais commodities parece justificada, principalmente se a tendência prosseguir em 2007.

Viva do lucro de grandes empresas

Mas esta não parece ser a opinião de uma parcela significativa dos analistas de alguns dos principais bancos internacionais de investimento. Em relatórios recentemente publicados, as equipes do norte-americano Citigroup e do suíço UBS esperam que os preços das commodities sigam em patamares elevados em 2007.

Oportunidade de compra

Os analistas do UBS consideram que a recente queda das cotações de commodities representa uma mudança de percepção, não de fundamentos. A expectativa é que a economia mundial não deve mostrar forte desaceleração no próximo ano, mantendo aquecida a demanda por produtos básicos.

O banco suíço acredita que existe risco de queda de cotações em algumas commodities específicas, porém a tendência de alta deste grupo de produtos, iniciada em 2001, não deve se encerrar. O momento atual, portanto, pode representar um bom momento de entrada para investidores que hesitaram no passado em aplicar neste mercado.

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Preços em patamares elevados

A equipe do Citigroup acredita em um cenário não muito diferente. As previsões para 2007 são de que o preço de algumas commodities possa cair em relação aos níveis recordes atingidos este ano, mas devem ficar ainda acima dos patamares registrados em 2005.

Como exemplos, os analistas do banco norte-americano acreditam que o barril do petróleo WTI fique em torno de US$ 60 no ano que vem, abaixo da previsão de US$ 68 para 2006, mas acima dos US$ 56,50 registrados no ano passado. Tendência semelhante deve se verificar para produtos como minério de ferro, alumínio, cobre e zinco.