Commodities amparam descolamento do Ibovespa, que consolida alta pela tarde

Bom desempenho de Vale e produtoras de celulose sobrepuja mau humor em Wall Street e sustenta alta da bolsa

Publicidade

SÃO PAULO – Resistindo à cautela predominante nos mercados externos, a bolsa brasileira encontra espaço para valorização amparada pela commodities. Os índices de Wall Street sentem as tensões renovadas com os setores financeiro e automotivo, enquanto o Ibovespa se descola com fôlego dos segmentos de papel e celulose, mineração e siderurgia – na direção da terceira valorização consecutiva.

A aprovação do plano de estímulo adicional de ¥ 15,4 trilhões no Japão e os rumores de novas medidas governamentais na China chamam atenção dos investidores nesta segunda-feira (13). Com a LME (London Metal Exchange) fechada devido à continuidade do feriado da Páscoa, os olhares se voltam para as negociações das commodities metálicas na Ásia, que disparam em função das melhores perspectivas para a economia local.

Por sua vez, as preocupações em torno da saúde financeira da Chevron trazem pressão às bolsas norte-americanas. A companhia declarou que o lucro líquido do primeiro trimestre deste ano foi inferior ao obtido no período contábil antecedente, no qual auferiu US$ 4,9 bilhões. Também na esfera corporativa, a General Motors estaria ainda mais perto de entrar em concordata, como válvula a sua recuperação financeira, segundo noticiado pelo jornal New York Times.

Já no setor financeiro, os bancos dos EUA que receberam capital do programa Tarp (Troubled Asset Relief Program) enfrentam investigações acerca de aumentos nas taxas cobradas aos usuários e nos salários dos executivos, de acordo com notícia do periódico Wall Street Journal. Ao ver de Elizabeth Warren, presidente da comissão reguladora do Congresso dos EUA,”em linhas gerais, os bancos querem que os contribuintes paguem duas vezes”.

Commodities amparam descolamento

Amparado por ações de produtoras de matérias-primas, o Ibovespa resiste ao mau humor presente em Wall Street e firma-se no campo positivo pela tarde. Certo fôlego também vem do setor imobiliário e de construção civil diante do início do programa de habitação do governo federal.

Influenciadas pelas melhores perspectivas para a demanda por commodities, os papéis de VCP e Aracruz se destacam entre os ganhos do índice. Cabe destacar que na última quinta-feira (9), o Morgan Stanley atribuiu recomendação “overweight” (acima da média de mercado) para as ações da primeira e projetou recuperação dos preços da celulose em 2010.

Continua depois da publicidade

Também colaborando para os ganhos da bolsa brasileira, os papéis de incorporadoras imobiliárias como Rossi Residencial e Cyrela Realty disparam nesta tarde. O bom humor com o setor é guiado pelo plano habitacional do governo, que prevê investimentos de R$ 34 bilhões no segmento e começa a coletar cadastros nesta sessão.

Ibovespa sobe

Consolidando o movimento ascendente, o Ibovespa registra alta próxima de 1%, contornando os 45.950 pontos. O volume financeiro do índice soma aproximadamente R$ 2,60 bilhões.

No destaque positivo do índice figuram os papéis da TAM, que se beneficiam da expressiva queda verificada nos preços do petróleo. Já no lado negativo do índice aparecem as ações da Lojas Americanas, que caem após quatro pregões consecutivos de valorização.

Continua depois da publicidade

Extremos

Entre os destaques de alta estavam os papéis
TAM PN N2 (TAMM4, +7,88%),
VCP PN (VCPA4, +7,43%),
Rossi Resid ON (RSID3, +5,29%),
Bradespar PN (BRAP4, +4,59%) e Aracruz PNB (ARCZ6, +4,41%).
Por outro lado, as ações
Net PN N2 (NETC4, -2,29%),
Lojas Americanas PN (LAME4, -2,05%),
Vivo Part PN (VIVO4, -1,63%),
Cosan ON (CSAN3, -1,40%) e JBS ON (JBSS3, -1,17%).
encerraram a manhã em queda.

Os maiores volumes ficaram com
Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 411,51 milhões), Petrobras PN (PETR4, R$ 353,70 milhões), Itau Unibanco PN (ITAU4, R$ 93,62 milhões), Brasil ON (BBAS3, R$ 91,68 milhões) e BMF Bovespa ON (BVMF3, R$ 84,72 milhões).


Dólar sobe

Continua depois da publicidade

Em dia instável, o dólar comercial opera com leve valorização de 0,05%, sendo negociado próximo de R$ 2,17.