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SÃO PAULO – Com um aumento de 13% nos preços das commodities agrícolas projetado para este ano, em 2007 este cenário positivo pode mudar. Os preços dos grãos e oleaginosas devem manter-se flutuantes, ao passo que as bebidas devem cair pela primeira vez desde 2001.
Estas estimativas são do índice FFB da revista norte-americana The Economist, que mede a variação dos preços de 25 commodities, entre grãos (com peso de 46,4% no índice), oleaginosas (28,6%), bebidas (20,1%) e açúcar (4,9%).
Os 13% de avanço nos preços esperado para 2006 refletem o aumento na demanda por biocombustível, queda nos estoques e secas em importantes áreas de produção. Já em 2007, a variação negativa de 0,2% projetada pelo FFB deve-se à contraposição da alta nos preços dos grãos e oleaginosas ao recuo nos mercados de açúcar e bebidas.
Influência de investimento em novas fontes de energia
Com a queda recente dos preços do petróleo, os preços do açúcar, após expressivo crescimento em 2006, devem desacelerar no próximo ano com a pressão na demanda por etanol.
O estudo ainda indica que a alta deste ano deixou os preços da commodity menos atrativos para exportação, e este fato, atrelado à competição pela cana do setor de etanol – não mais restrita ao Brasil -, devem desacelerar a expansão da oferta de açúcar.
Já o crescimento dos investimentos em biodiesel e a forte demanda por grãos absorveram os estoques desta commodity em 2006 e impulsionaram em 5% as perspectivas de preços para os dois próximos anos.
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Perspectivas desfavoráveis para cacau, chá e café
O índice FFB avalia o avanço dos estoques das commodities da categoria bebidas como negativo, projetando queda de 5% nos preços para 2007 e 2008.
Espera-se avanço na oferta de café (robusta e arábico), impulsionado pela projeção de leve aumento da demanda no longo prazo. Quanto ao cacau, o FFB indica que a produção da commodity deve superar a demanda nos próximos dois períodos.