Comerciante deve ficar atento ao risco de aumento da inadimplência no Natal

A estabilização econômica trouxe diversos benefícios para o Brasil, entre eles está o financiamento do consumo para as camadas menos favorecidas da população. O acesso facilitado ao crédito permitiu que parte da população brasileira fizesse pela primeira vez parte do mercado consumidor, comprando bens até então inatingíveis, como eletro-eletrônicos e movéis.As classes C, D e […]

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A estabilização econômica trouxe diversos benefícios para o Brasil, entre eles está o financiamento do consumo para as camadas menos favorecidas da população. O acesso facilitado ao crédito permitiu que parte da população brasileira fizesse pela primeira vez parte do mercado consumidor, comprando bens até então inatingíveis, como eletro-eletrônicos e movéis.

As classes C, D e E respondem por cerca de 78% da população brasileira, com mais de 132 milhões de pessoas. A possibilidade das pequenas prestações a perder de vista tem aumentado o poder de consumo deste vasto setor da população brasileira, beneficiando principalmente o comércio varejista do país.

Concessão de crédito exige cuidado

Um levantamento da Associação Comercial indica que 39% do total de inadimplências foram causadas pelo desemprego do devedor, 4% por redução da renda, 4% por descontrole de gastos e 1% por desemprego na família. Mas o dado que mais chama a atenção é o de que 30% da inadimplência foi causada por compras de terceiros, isto é, pessoas que emprestaram seu nome na hora de obtenção do financiamento.

Neste caso, a pessoa que precisa do financiamento recorre a um parente ou amigo que possui acesso ao crédito para efetuar a compra em seu nome. Por isto, a concessão de créditos para este segmento de consumidores exige cuidados especiais, principalmente quando o cliente não como comprovar renda ou endereço. Neste caso é aconselhável verificar se o endereço da entrega da mercadoria é o mesmo que foi fornecido pelo consumidor.

Serviços de proteção ao crédito

Quando houver a comprovação de renda por parte do consumidor é importante analisar se a relação entre a renda e a prestação devida. O comerciante precisa realizar uma verificação criteriosa dos dados fornecidos pelo comprador. Neste caso, a recomendação é que o comerciante utilize os vários serviços de proteção ao crédito disponíveis, de forma a reduzir o risco de inadimplência, como o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Recentemente a própria Associação Comercial lançou um produto cujo objetivo é reduzir as fraudes com cheques, chamado UseCheque. A grande vantagem do novo sistema é que facilita a identificação do emitente, informando, por exemplo, se o número do CPF é compatível com o número da conta corrente do cheque. Também é possível conferir dados como data de nascimento, nome da mãe e título de eleitor, e o número do telefone.
Redução nos juros

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Muitos varejistas estão aproveitando as melhores expectativas de desempenho da economia para reduzir os juros cobrados. Esta tendência já pode ser verificada através da redução dos juros médios cobrados em financiamentos à pessoa física, que caíram de 8,11% em setembro para 7,99% em outubro.

A maior redução ocorreu exatamente nos juros cobrados pelas financeiras, que caíram de 12,01% para 11,53% a maior queda dentre todas as modalidades de financiamento analisadas. Estas empresas estão apostando em um aumento na demanda por crédito no final do ano devido às compras de Natal.Contudo, como os juros ainda estão excessivamente elevados o risco de inadimplência tende a aumentar com a proximidade do Natal. Por sua vez o comerciante deve tomar os cuidados necessários para que não ganhe de presente no Natal uma grande dor de cabeça.

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