Comer fora de casa fica 8,61% mais caro no ano

Refeições principais (almoço) feitas fora de casa avançaram 10,46% até agosto; São Paulo tem alimentação que mais encareceu

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SÃO PAULO – A promessa para o futuro, quando o assunto é alimentação, é a refeição fora de casa. Com a rotina agitada, trânsito e longas jornadas de trabalho, faltará tempo para cozinhar. Porém, o brasileiro vem pagando cada vez mais caro pela agilidade de uma comida pronta. No acumulado do ano, o consumidor já pagou, em média, 8,61% mais pela praticidade.

O dado faz parte do IPCA – 15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (22).

Na categoria “Alimentação Fora do Domicílio”, o destaque são as refeições principais (almoço), que apresentaram elevação de 10,46% no acumulado do ano até agosto. Lanche e café-da-manhã também apresentaram grandes variações, aumentando 7,80% e 6,80%, respectivamente.

Variações regionais

Considerando a alimentação fora de casa, os destaques em encarecimento nos oito primeiros meses do ano ficaram com São Paulo (10,02%) e Porto Alegre (9,64%). Na variação mensal, considerando julho e agosto de 2008, as maiores altas foram observadas em São Paulo (1,44%) e Goiás (1,43%).

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Agosto Acumulado
Rio de Janeiro -0,23% 8,17%
Porto Alegre 1,08% 9,64%
Belo Horizonte 1,10% 8,25%
Recife 0,97% 6,36%
São Paulo 1,44% 10,02%
Distrito Federal 0,50% 7,18%
Belém 1,18% 8,90%
Fortaleza 0,29% 6,69%
Salvador -0,52% 5,90%
Curitiba 1,28% 8,44%
Goiânia 1,43% 6,81%
Nacional 0,86% 8,61%

Fonte: IBGE

Prejuízos

Com o aumento do custo da alimentação fora de casa, o trabalhador está tendo de complementar seus gastos com a refeição, já que o valor do tíquete não está acompanhando a elevação do preço dos alimentos.

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Pesquisa realizada no início do ano pela Assert apontava que o valor médio do tíquete nacional era de R$ 8,50, sendo que uma refeição completa ficava em torno de R$ 14,87. Entretanto, como são dados do início do ano, essa diferença de aproximadamente R$ 6 já deve ter sido superada.

Para que o consumidor não tenha de desembolsar mais com a refeição, uma sugestão é a procura por alternativas mais baratas, para se adaptar à nova realidade.