Comer fora de casa fica 7,68% mais caro no ano

Refeições principais (almoço) feitas fora de casa aumentaram 9,43% entre janeiro e julho; Porto Alegre tem alimentação mais cara

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SÃO PAULO – A necessidade de almoçar fora todos os dias tem prejudicado o bolso do consumidor. Entre janeiro e julho deste ano, de acordo com o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (24), a refeição fora do lar registrou variação de 7,68%.

Na categoria “Alimentação Fora do Domicílio”, o destaque é para as refeições principais (almoço), que apresentaram elevação de 9,43% no acumulado até julho. Lanche e café-da-manhã também apresentaram grandes variações, aumentando 6,98% e 5,55%, respectivamente.

Variações regionais

Considerando a alimentação fora de casa, os destaques em encarecimento nos sete primeiros meses do ano ficaram com Porto Alegre (8,47%) e Rio de Janeiro (8,42%). Na variação mensal, considerando julho e junho de 2008, as maiores altas foram observadas em Porto Alegre (2,39%), Belo Horizonte (2,26%) e São Paulo (2,15%).

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Julho Acumulado
Rio de Janeiro 1,59% 8,42%
Porto Alegre 2,39% 8,47%
Belo Horizonte 0,92% 7,07%
Recife 0,09% 5,34%
São Paulo 2,15% 8,46%
Distrito Federal 0,69% 6,65%
Belém 2,26% 7,63%
Fortaleza 1,74% 6,38%
Salvador 1,43% 6,45%
Curitiba 0,32% 7,06%
Goiânia 0,11% 5,31%
Nacional 1,59% 7,68%

Fonte: IBGE

Alimentos

Dentre as regiões pesquisadas, todos os consumidores passaram a pagar mais para se alimentarem no mês de julho do que pagavam em junho. De junho para julho, a maior taxa para o grupo alimentos foi registrada em Salvador (2,80%) e a menor no Rio de Janeiro (0,90%).

No acumulado do ano, as famílias da região metropolitana de Salvador já estão pagando 18,25% a mais pelos alimentos, seguidas pelas de Recife, onde a alta atingiu 14,68%. Belo Horizonte e Distrito Federal apresentaram variações próximas, de 11,57% e 11,63%, ressaltando-se novamente o Rio de Janeiro com a menor alta (+9,71%) nos alimentos.

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Prejuízos

Com o aumento do custo da alimentação fora de casa, o trabalhador está tendo de complementar seus gastos com a refeição, já que o valor do tíquete não está acompanhando a elevação do preço dos alimentos.

Em pesquisa realizada no início do ano pela Assert, dados apontavam que o valor médio do tíquete nacional era de R$ 8,50, sendo que uma refeição completa ficava em torno de R$ 14,87.

Entretanto, como são dados do início do ano, essa diferença de aproximadamente R$ 6 já deve ter sido superada.

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Para que o consumidor não tenha de desembolsar mais com a refeição, uma sugestão é a procura por alternativas mais baratas, para adaptar-se à nova realidade.