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SÃO PAULO – O bom humor guia os mercados financeiros ao redor do globo nesta quarta-feira (14). Esse sentimento positivo vem após o Federal Reserve mostrar, na véspera, uma visão mais otimista sobre a evolução da economia norte-americana. Agora, os investidores aguardam mais indicações sobre o posicionamento do Fed durante um discurso do chefe da instituição, Ben Bernanke. Ele falará à imprensa, em Nashville, sobre como a autoridade monetária observa o atual desempenho da economia dos Estados Unidos.
Na terça-feira, a instituição decidiu manter o curso de sua política monetária, não adotando novas ações de estímulo à economia nem dando indícios sobre sua disposição de adotar novos programas de alívio monetário. Em comunicado, o Fed reconheceu sinais recentes de força na economia e disse que as dificuldades no mercado financeiro diminuíram. Ao mesmo tempo, o BC norte-americano afirmou que a taxa de desemprego continua “elevada” e que os “riscos significativos de deterioração” permanecem.
Em nota separada, o banco afirmou que a maioria dos grandes bancos norte-americanos continua a apresentar níveis adequados de capital, mesmo no caso de um eventual choque financeiro. O Fed disse que 15 das 19 instituições financeiras dos EUA avaliadas possuem liquidez adequada para um cenário extremo de taxa de desemprego de 13% e queda nos preços dos imóveis de 21% no país.
Zona do Euro
No Velho Continente, os investidores seguem repercutindo as movimentações em torno na crise fiscal que ameaça a Zona do Euro. Após reunião com o primeiro-ministro Mario Monti, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que os esforços europeus para resolver a crise da dívida estão mostrando progressos, ainda que os “desequilíbrios” em economias do bloco da moeda única sinalizem que a tarefa está longe de ser cumprida.
Também na terça-feira, a Fitch decidiu aumentar o rating de longo prazo da Grécia em moeda local e estrangeira de “default restrito” para B- e a nota de curto prazo em moeda estrangeira de C para B. A agência de classificação de risco considera que a troca de dívida e as perdas impostas aos detentores de bônus gregos melhoraram significativamente o perfil de serviço da dívida do país e reduziu o risco de ocorrência de dificuldades de pagamentos no curto prazo.
Nesta quarta-feira, os agentes também estão atentos às emissões no mercado de dívida europeu. O governo italiano vendeu € 6 bilhões em bônus com vencimento em 2015 e 2019, atingindo o objetivo máximo pretendido. No caso da linha para três anos, o Tesouro pagou o juro mais baixo desde outubro de 2010.
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Agenda econômica
Entre os indicadores econômicos, o CPI (índice de preços ao consumidor) da Zona do Euro subiu 2,7% em comparação com fevereiro do ano passado e 0,5% em relação a janeiro, de acordo com a Eurostat. Em outro relatório, a agência de estatística informou que a produção industrial da região subiu 0,2% em janeiro ante dezembro, e recuou 1,2% ante igual mês do ano passado.
Na agenda norte-americana, os investidores aguardam os índices de preços de bens importados e exportados, que sai às 9h30 (horário de Brasília). Pouco depois, será divulgado o relatório semanal sobre o nível de reservas norte-americanas de petróleo.
Andamento dos mercados
No continente asiático, as bolsas fecharam em direções opostas, com Japão em alta e China em baixa. As ações chinesas perderam força durante o pregão e terminaram com perdas acentuadas, após o premiê chinês Wen Jiabao reforçar que não afrouxará a política para o setor imobiliário do país, tendo em vista que isso poderia levar a uma bolha.
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Dentre os indicadores europeus predomina o sinal positivo, com destaque para o alemão DAX 40 (+1,13%) e o espanhol IBEX 35 (+1,14%). Em Wall Street, o pregão também deve ser de ganhos, conforme indicam contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos.