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SÃO PAULO – Em uma semana marcada por fortes oscilações no preço do petróleo, gerando uma série de reações negativas na economia global, o mercado brasileiro apresentou um desempenho limitado na semana que se encerrou.
No cenário externo, o destaque ficou para a discussão acerca da política macroeconômica dos EUA, que contempla um possível aumento da taxa de juro neste mês, em resposta aos sinais de recuperação da economia norte-americana. Além disto, também afetou negativamente o humor dos investidores a forte oscilação do preço do petróleo, derivado das tensões e atentados no Oriente Médio.
Dessa maneira, tenta o dólar quanto a bolsa acumularam alta, enquanto os juros futuros fecharam em queda na semana. Vale destacar que o risco país encerrou abaixo do patamar dos 670 pontos base.
Fed poderá elevar juro nos EUA em junho
Com a expressiva oscilação da cotação do petróleo no mercado internacional, por conta das instabilidades no Oriente Médio, há expectativa de aumento na inflação norte-americana, preocupações intensificadas com bons indicadores divulgados nessa semana sobre a economia norte-americana.
Assim, muitos analistas econômicos apostam em uma alta de 0.25 ponto percentual no juro dos Estados Unidos no curto prazo, com alguns apostando que o Fed poderia tomar uma decisão nessa direção já na sua próxima reunião nos dias 29 e 30 de junho.
Inflação registra alta acima do esperado
No campo econômico, o destaque da semana foi a aceleração da inflação, demonstrada pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe que apontou inflação de 0,57% no mês de maio, acima do esperado pelo mercado, que era inflação de 0,43%. Na quadrissemana anterior, havia sido registrada inflação de 0,49% enquanto no mês de abril a alta nos preços apurada pelo índice foi de 0,29%. Com a aceleração da inflação, aumenta a expectativa de que o Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, mantenha uma postura conservadora quanto à taxa básica de juro brasileira, a Selic.
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No cenário político, foi destaque da última quarta-feira a aprovação da Medida Provisória que elevou o salário mínimo para R$ 260 pela Câmara dos Deputados. O fato diminui a desconfiança dos investidores quanto à governabilidade da gestão Lula. De qualquer forma, o governo continuará com suas manobras para mobilizar sua base de apoio, já que o reajuste atual enfrenta resistência muito maior entre os senadores, mesmo os aliados.
Mercado norte-americano teve bom desempenho
No cenário internacional, mais especificamente no mercado norte-americano, vários indicadores econômicos foram divulgados na semana. O destaque ficou com os indicadores de emprego nos EUA. Neste sentido, a taxa de desemprego se manteve em 5,6% no mês de maio e foram criados 248 mil postos de trabalho no período. Embora este número esteja levemente acima do esperado, está abaixo do índice registrado em abril.
Ainda no plano econômico, temos a divulgação do o NAPM (National Association of Purchasing Managers), atualmente denominado ISM (Institute of Supply Management), referente ao mês de maio. Nesse período, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 62,8 pontos, um pouco acima das projeções do mercado, que giravam em torno de 61,5 pontos. No mês anterior, o índice revisado havia registrado 62,4 pontos.
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Finalmente, no mercado de petróleo, o preço do barril encerrou cotado a US$ 35,67 por barril, acumulando queda de 2,5% no período, refletindo a divulgação feita pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), de que aumentará a produção da commodity na razão de 2 milhões de barris por dia. Além disso, o aumento nos estoques de petróleo e de gasolina na semana encerrada em 28 de maio também contribuíram para a queda da petróleo nesta semana.
Dólar acumulou alta e juros caíram
No mercado de câmbio, o comportamento do dólar foi fortemente afetado pela reação do mercado à oscilação do petróleo. Com isso, a divisa fechou com em alta de 1,39% na semana, impulsionada pela possibilidade de elevação da taxa de juro nos Estados Unidos já no mês de junho.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de alta, novamente em função da perspectiva de aumento do juro nos Estados Unidos. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,34% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 18,05% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,82%, configurando uma leve queda frente à taxa registrada na semana anterior.
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O Ibovespa, por sua vez, teve uma semana marcada por um fraco volume de negócios, também influenciada pela apreensão dos investidores devido às instabilidades no cenário externo. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista acumulou leve alta de 0,77% no período.
Inflação será destaque na próxima semana
A próxima senama, que será reduzida pelo feriado de Corpus Christ no Brasil, teremos a divulgação de vários índices de inflação, como o IGP-DI(Índice Geral de Preços – disponibilidade interna) da FGV referente à quarta semana de maio e o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) da Fundação Getúlio Vargas. Além do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) medido pelo IBGE.
Nos Estados Unidos, o destaque fica para a divulgação dos seguintes índices: Consumer Credit, Wholesales Inventories,Initial Claims, Treasury Budget, Trade Balance,PPI, Core PPI e Michigan Sentiment.