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SÃO PAULO – A semana foi de grande volatilidade nos principais mercados globais – encerrada com o Quadruple Witching nos EUA nesta sexta-feira. Indicadores díspares dividiram as atenções dos investidores com a nova manutenção da taxa básica de juro norte-americana anunciada pelo Fed. No cenário local, destaque para a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que apresentou mudanças na retórica.
Assim, o Ibovespa encerrou a semana com perdas de 3,57%, a 66.794 pontos, pondo fim a cinco semanas consecutivas de valorização. No ano, o índice acumula alta de 77,88%. Vale mencionar que houve vencimento de opções sobre o índice e contratos futuros do Ibovespa no pregão de quinta.
A Cemig foi o destaque de queda do período, com recuo de 11,06%. O principal driver para o desempenho negativo das ações da companhia foi a revisão para baixo do guidance da empresa para 2009. Após incorporar fatores que devem impactar negativamente seu resultado, a Cemig estima um Ebitda (geração operacional de caixa) entre R$ 3,95 milhões e R$ 4,15 milhões. Anteriormente, as projeções contornavam a faixa de R$ 4,55 milhões a R$ 5,10 milhões.
Por outro lado, as units da ALL América Latina terminaram a semana como destaque positivo dentre os papéis da carteira teórica do Ibovespa, com uma alta de 6,54%. O desempenho reflete a boa recepção da notícia de que a SEC (Securities and Exchange Commission) autorizou a mudança do nível do programa de ADR (American Depository Receipt) da empresa para o Programa “Nível I”.
Em relação às duas ações mais líquidas do índice, a semana foi negativa. Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras tiveram recuo de 1,81% e 3,23%, respectivamente, enquanto os da Vale caíram 2,23% e 2,90%, na mesma ordem.
Os índices em Wall Street, por sua vez, fecharam a semana em campos opostos. Enquanto Dow Jones e S&P 500 marcaram desvalorização, o Nasdaq encerrou o período com alta de 1%.
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Noticiário
Apesar da manutenção da Fed Funds Rate em seu menor patamar histórico não ter trazido surpresas, o comunicado mostrou que o comitê está mais otimista em relação à economia norte-americana. Por aqui, o ata do Copom também mostrou mudanças na visão sobre a economia.
Sem surpresas, Fed opta por nova manutenção da taxa de juro dos EUA
Obama pressiona bancos a ajudar economia e apoiar nova legislação
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Ata do Copom: Comitê muda o tom quanto ao ritmo da inflação e vê recuperação
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Noruega eleva taxa básica de juros pela segunda vez consecutiva, para 1,75%
Agenda
A semana veio recheada de indicadores díspares nos EUA, que incluíram dados sobre o mercado imobiliário e o mercado de trabalho.
Leading Indicators avança 0,9% em novembro e vem acima do esperado
Atividade industrial na Filadélfia surpreende positivamente em dezembro
Pedidos de auxílio-desemprego ficam acima do esperado nos EUA
Produção industrial nos EUA avança mais do que o esperado em novembro
Atividade industrial de Nova York cai mais de 20 pontos em dezembro
Preços ao produtor sobem 1,8% em novembro nos EUA, mais que as projeções
Número de casas em início de construção nos EUA fica em linha com o esperado
Déficit em conta corrente dos EUA é de US$ 108 bilhões no terceiro trimestre
Balanço de pagamentos fica positivo em US$ 3,878 bilhões em novembro
IGP-10 indica variação negativa de 0,07% em dezembro
IPC-Fipe desacelera; inflação de 0,17% na segunda quadrissemana do mês
Fluxo cambial fica positivo em US$ 884 milhões nos primeiros 9 dias úteis do mês
CNI prevê forte aceleração em 2010 e estima PIB brasileiro na casa de 5,5%
Saldo da balança comercial fica negativo em US$ 4 milhões na semana
Balança comercial da Zona do Euro tem saldo positivo de € 8,8 bilhões em outubro
Confiança do empresário alemão em dezembro é a maior desde julho de 2008
Cenário Corporativo
Lá fora, foco no setor financeiro. Fusões e aquisições também chamaram a atenção durante a semana.
Citi acerta devolução de US$ 20 bilhões para o governo dos Estados Unidos
Norte-americana Exxon Mobil adquire XTO Energy por US$ 41 bilhões
Wells Fargo capta US$ 10,65 bilhões, com ações precificadas em US$ 25
GM anuncia devolução dos empréstimos concedidos pelo governo norte-americano
GM fechará sua unidade sueca após divergências no acordo de venda
JBS adquire empresa australiana TMC por AU$ 30 milhões
JBS informa capitalização de US$ 2 bilhões através da emissão de debêntures
Conselho de Administração da TIM ratifica compra da Intelig por R$ 10 milhões
Banco do Brasil confirma rumores de negociações com Banco Patagônia
TAM entra com pedido para fazer IPO de seu programa de fidelidade Multiplus
CSN oferece € 3,86 bilhões por maior produtora de cimento de Portugal
Petrobras antecipa distribuição da terceira parcela de JCP de 2009
Petrobras: BNDES concede linha de financiamento de R$ 2,6 bilhões para Suape
Apesar dos rumores, Vale esclarece que não está negociando preços de 2010
Conselho administrativo da Vale aprova proposta de incorporação de subsidiárias
Petrobras: produção total de petróleo sofre leve queda em novembro
Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,783, o que representa uma valorização de 1,36% entre as semanas. O Banco Central, que interveio em todas as negociações na semana, divulgou que o fluxo cambial acumulado nos nove primeiros dias úteis de dezembro ficou positivo em US$ 884 milhões.
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,36%, avanço de 0,02 pontos entre as semanas.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,30% de seu valor de face, queda de 1,14% na mesma base de comparação.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 211 pontos-base, alta de 14 pontos entre as semanas.
Veja os indicadores previstos para a penúltima semana do ano
Dentro da agenda para a penúltima semana do ano, os investidores estarão atentos, sobretudo, à terceira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA e a dados ligados ao consumo e renda.
No cenário nacional, atenção especial para o Relatório de Inflação referente ao último trimestre de 2009, documento que será apresentado pelo Banco Central.