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SÃO PAULO – A semana foi marcada novamente pela forte queda do petróleo no mercado internacional, além da divulgação do Relatório do Emprego nos EUA, ocorrida nesta sexta-feira, que revelou um crescimento do número de postos de trabalho criados bastante inesperado. O principal destaque, no entanto, ficou por conta da reeleição do presidente norte-americano George W. Bush.
Com isso, o mercado brasileiro apresentou um bom desempenho no período, com o dólar acumulando queda e o Ibovespa, da bolsa paulista, e os juros futuros registrando ganhos.
Eleição norte-americana marcou o cenário externo
O destaque da semana no cenário externo ficou no âmbito político, já que as eleições norte-americanas, por decidirem quem comandará a maior economia do mundo, acabam tendo forte impacto também na economia. O presidente republicano George W. Bush venceu o candidato democrata John Kerry, tanto no voto popular quanto no número de votos conquistados no Colégio Eleitoral.
A rápida definição do resultado foi bem recebida pelo mercado, que temia que a indefinição se prolongasse caso houvesse uma recontagem. Além disso, o fato de Bush ter vencido também na contagem do voto popular confere maior legitimidade ao seu governo. Por outro lado, a política econômica do atual presidente gera preocupações com relação ao rumo da economia norte-americana, já que os EUA apresentam sucessivos déficits orçamentários e na conta corrente.
Petróleo caiu novamente nesta semana
Outro fator de destaque na semana foi a nova queda na cotação do petróleo no mercado internacional. É a segunda semana consecutiva de forte queda na cotação da commodity, que encerrou cotada a US$ 49,55 no mercado de Nova York, o que representa um recuo de 4,31% frente à cotação de encerramento da última sexta-feira, de US$ 51,78.
Ainda no cenário externo, houve a divulgação do Relatório do Emprego, cujo principal indicador, o nonfarm payrolls, é o mais importante do mercado de trabalho norte-americano e mede o número de postos de trabalho criados fora do setor agropecuário no país. O mercado aguardava a criação de 175 mil novos postos, frente aos 96 mil apresentados em setembro. Entretanto, o indicador apresentou a criação de 337 mil postos, o que amplia as chances de uma aceleração no ritmo de elevação da taxa básica de juro dos EUA.
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Mercado eleva projeção para Selic no final de 2004
Na quarta-feira, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, contendo as projeções do mercado sobre os principais indicadores macroeconômicos do país. Como era de se esperar após a divulgação da ata da última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária, a mediana das projeções para a Selic no final de 2004 passou para 17,50% ao ano, o que representa uma elevação de 0,50 ponto percentual em relação à expectativa da semana anterior, de 17,00% ao ano. Para o final de 2005, a mediana das projeções permaneceu estável em 15,50% ao ano.
Ainda no cenário doméstico, foram divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) os dados da balança comercial brasileira referentes ao mês de outubro. O saldo da registrou superávit de R$ 3,007 bilhões no período em questão. No ano, o superávit acumulado é de R$ 28,1 bilhões, resultado de exportações de R$ 79,1 bilhões e importações de R$ 51 bilhões.
Outro destaque no cenário doméstico foi a divulgação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que apurou uma inflação de 0,62% em outubro, acima da variação positiva de 0,21% registrada no mês fechado de setembro. De acordo com o relatório Focus, do Banco Central, o mercado aguardava uma variação positiva de 0,55% do índice no mês fechado de outubro. A aceleração do item transporte foi uma das principais razões para a maior alta do índice, já em função do reajuste nos preços dos combustíveis.
Dólar caiu, mas juros futuros subiram
Deste modo, o dólar comercial encerrou a semana em queda de 1,36%, cotado a R$ 2,8190, após encerrar a semana anterior cotado a R$ 2,8580.
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No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de alta. Assim, o contrato futuro com vencimento em abril de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,84% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 17,70% na última sexta-feira. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 17,07%, configurando uma alta frente à taxa registrada na semana anterior 16,85%.
O Ibovespa, por sua vez, acumulou ganhos nesta semana, com as atenções voltadas para o comportamento do petróleo no mercado internacional. Dessa maneira, o índice Bovespa acumulou alta de 2,12% na semana, encerrando a 23.542 pontos.
Reunião do Fomc ocorrerá na próxima semana
Na próxima semana, nos EUA, o Fomc, Federal Open Market Committee, órgão do Federal Reserve encarregado da política monetária no país, se reunirá para decidir o rumo da taxa básica de juro norte-americana, os Fed Funds.
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No cenário doméstico, o destaque ficará por conta da divulgação do IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O indicador é utilizado pela autoridade monetária para enquadrar o comportamento dos preços dentro do regime de metas de inflação. Por isso, o indicador exerce forte influência sobre o rumo da política monetária brasileira.