Comentário Semanal – 22/01 a 26/01

Resumo

Publicidade

A quarta semana de janeiro, mais curta para as negociações na Bovespa e na BM&F, em função do feriado em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, trouxe importantes novidades sobre a economia brasileira.

Na segunda-feira, o presidente Lula anunciou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O pacote foi considerado positivo, uma vez que sinaliza que governo está engajado em encontrar formas de fazer o país crescer de forma mais acelerada e sem inflação. Mas também insuficiente para alavancar de forma relevante a economia ou alterar projeções do mercado financeiro no curto prazo.

Outro evento importante foi o resultado da primeira reunião do ano do Copom, o Comitê de Política Monetária. Surpreendendo apenas os mais otimistas, a autoridade monetária optou pelo conservadorismo que cabe aos bancos centrais e diminuiu o ritmo de corte da Selic, reduzindo a taxa em 25 pontos-base para 13% ao ano.

A decisão, aliada ao fraco desempenho das bolsas norte-americanas, que se encontravam em níveis recordes e sofreram com resultados corporativos não muito favoráveis e especulações em torno da política monetária do Federal Reserve, criou as bases para o movimento de ajuste verificado na sexta-feira.

Bolsa

Influenciado por este cenário, o Ibovespa conseguiu acumular valorização de 2,27% na semana, fechando a sexta-feira cotado a 44.412 pontos. Dentre os papéis que compõem o índice, o destaque positivo ficou para as ações ordinárias Vale, que acumularam alta de 8,78%.

Além de serem beneficiados pela recuperação das commodities metálicas, os papéis foram favorecidos pela notícia de que a empresa vai distribuir mais proventos neste ano e tem planos de investir US$ 6,334 bilhões nos próximos 12 meses.

Continua depois da publicidade

Por outro lado, as ações ordinárias da Cosan assumiram o extremo negativo do Ibovespa, ao registrarem desvalorização de 6,83%. A Merrill Lynch publicou nesta semana um relatório sugerindo que os papéis da empresa estão caros quando comparados aos múltiplos do setor.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, reagindo ao resultado da reunião do Copom, os juros futuros encerraram a semana em alta na BM&F. O contrato com vencimento em janeiro de 2008, que apresentou maior liquidez, apontou taxa de 12,44%, alta de 0,05 ponto frente à da semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 fechou cotado a 131,55% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,87% entre semanas. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, após renovar a sua mínima histórica, fechou a semana cotado a 187 pontos-base, alta de 1 ponto em relação ao fechamento da semana anterior.