Comentário Semanal – 10/12 a 14/12

Comentário Semanal - 10/12 a 14/12

Publicidade

A semana de 10 a 14 de dezembro foi de bastante volatilidade após os recordes anteriores. Não faltaram motivos para tanto. Anúncios do Federal Reserve, indicadores de inflação nos EUA, reprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e ata do Copom (Comitê de Política Monetária).

Na terça-feira, o Banco Central norte-americano reduziu a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano. Embora largamente esperada, a decisão encontrou má repercussão nos mercados, dadas as interpretações de que o ciclo de flexibilização nos EUA pode estar no fim.

Um dia depois, porém, o Fed voltou ao noticiário. Em uma ação coordenada, alguns dos principais Bancos Centrais do ocidente anunciaram um mecanismo para injetar liquidez no sistema financeiro internacional, aliviando os impactos do subprime.

Agenda movimentada
A agenda econômica inspirou temores inflacionários na maior economia do mundo, colocando em xeque novos cortes na Fed Funds Rate. Os índices de preço ao consumidor e ao produtor vieram acima das expectativas, assim como seus núcleos.

Outras referências norte-americanas foram menos pessimistas. Como exemplo, as vendas ao varejo e o desempenho da indústria norte-americana espantaram a hipótese de recessão econômica.

CPMF e ata do Copom
A derrota política do governo na renovação da CPMF trouxe turbulências para a área econômica. Analistas pediram atenção aos compromissos fiscais do poder público e alertaram que o grau de investimento pode estar mais distante agora.

Continua depois da publicidade

No lado monetário, a ata do Copom também motivou preocupações. O tom conservador do documento, alertando para o aquecimento da demanda interna, descarta novos cortes na taxa Selic no curto prazo.

Bolsa
Penalizado pelas fortes quedas na terça e quinta-feira, o Ibovespa abandonou seus patamares recordes. Na semana, a desvalorização acumulada foi de 4,87%, fechando aos 62.445 pontos.

Liderando as perdas, as ações ordinárias da Lojas Renner despencaram 18,24%. A empresa revisou para baixo suas perspectivas de vendas ao final do ano, frustrando investidores que apostavam no bom desempenho da varejista.

Continua depois da publicidade

Já os papéis preferenciais do Pão de Açúcar acumularam alta de 2,99%. Aliada ao crescimento de vendas brutas, a troca do CEO da empresa foi bem recebida pelo mercado.

As ações mais líquidas tomaram direções opostas durante a semana. Os preferenciais classe A da Vale do Rio Doce caíram 7,92%, enquanto os preferenciais da Petrobras subiram 1,44%, impulsionados pela expectativa de novas reservas descobertas.

Renda fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros mostraram rendimento crescente, ajustando-se ao insucesso na CPMF e à ata do Copom. O contrato com vencimento em janeiro de 2010, entre os líderes em liquidez no período, apontou taxa de 12,62%, forte alta de 0,28 ponto percentual em base semanal.

Continua depois da publicidade

Quanto aos títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 fechou cotado a 133,40% de seu valor de face, com queda de 0,82% entre as semanas. Já o risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou praticamente estável, a 202 pontos-base.

Câmbio
Influenciado pelas turbulências externas, o dólar comercial fechou a R$ 1,7960, forte valorização de 1,99%.