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SÃO PAULO – Em uma semana em que as atenções estiveram direcionadas para a divulgação da nova taxa Selic, o mercado foi surpreendido com o relatório elaborado pelo JP Morgan, no qual o banco norte-americano diminuiu a recomendação dos títulos da dívida pública brasileira. Aliado a isso, também teve destaque a expectativa de elevação do juro dos Estados Unidos.
Como resultado, o mercado brasileiro apresentou um fraco desempenho na semana. Dessa maneira, o dólar e os juros futuros registraram alta no período e a bolsa caiu. Vale destacar que o risco país também apresentou uma expressiva elevação, encerrando a semana próximo do patamar de 600 pontos base, o que não era visto desde novembro do ano anterior.
Copom, IPC-Fipe e rebaixamento do Brasil são destaques
No cenário econômico, o IPC, Índice de Preços ao Consumidor, da Fipe registrou desaceleração da inflação e subiu apenas 0,06% na primeira quadrissemana de abril. Vale ressaltar que a fraca renda do consumidor tem minimizado o repasse de preços do atacado para o varejo.
Diante deste contexto de menor repasse das altas do atacado para o varejo, o Copom, Comitê de Política Monetária, deu continuidade ao processo de gradual redução na taxa básica de juro e fixou a Selic em 16% ao ano, um corte de 25 pontos base, em linha, portanto, com as perspectivas do mercado.
Outro fato que influenciou o mercado foi a redução sofrida pelos títulos da dívida brasileira em sua participação na carteira de recomendações do JP Morgan e do Citigroup. Vale destacar, porém, que as razões para tal redução são diferentes, visto que enquanto o JP Morgan alega razões nacionais, o Citigroup atribui a mudança a fatores externos.
No entanto, a menor recomendação torna os papéis brasileiros menos atrativos, além de reduzir a confiança dos investidores na economia brasileira, estimulando uma fuga de capitais do país.
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Mercado norte-americano teve desempenho limitado
No cenário internacional, mais especificamente no mercado norte-americano, foram divulgados alguns índices econômicos favoráveis no início desta semana, como a forte alta no setor de vendas de varejo, o aumento da inflação e o aquecimento da atividade industrial.
Porém, o consumidor norte-americano permanece cauteloso com o cenário externo, e seu comportamento contribui para a queda da produção industrial. Isso pode levar o Fed, Banco Central dos Estados Unidos, a adiar a elevação da taxa dos Estados Unidos, que permanece em 1,0% ao ano.
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No mercado de petróleo, o preço do barril encerrou cotado a US$ 33,82 por barril, acumulando alta de 0,9% no período, em uma semana marcada pelo ajustamento do mercado à redução dos estoques norte-americanos de petróleo. Além disso, projeções de maior demanda por gasolina, devido à aproximação do verão, devem resultar em forte aumento no preço do petróleo nos próximos meses.
Dólar e juros futuros subiram
Refletindo o fluxo de recursos, intensificado com o rebaixamento dos títulos brasileiros pelo JP Morgan e pelo Citigroup, o dólar acumulou alta de 0,94% na semana, fechando cotado a R$ 2,9110. Vale destacar que o bom desempenho da balança comercial, as perspectivas de novas captações e a expectativa da elevação da taxa de juro nos EUA continuaram impedindo uma maior alta da moeda norte-americana nesta semana.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de alta, em função da perspectiva de aumento do juro nos Estados Unidos. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 15,38% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 15,33% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,77%, configurando uma leve queda frente à taxa registrada na semana anterior.
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O Ibovespa, por sua vez, teve uma semana marcada por um fraco desempenho, também influenciado pelo rebaixamento dos títulos brasileiros e pelo fluxo de capital estrangeiro. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista acumulou forte queda de 4,21% no período.
Índices de preços serão destaque na 3ª semana de abril
A terceira semana de abril, por sua vez, será marcada pela divulgação de muitos indicadores no Brasil e nos Estados Unidos. No Brasil, o destaque fica com a divulgação do IPC da Fipe relativo à segunda quadrissemana de abril e o IGP-10, Índice Geral de Preços, da Fundação Getúlio Vargas.
Nos Estados Unidos, serão divulgados inúmeros indicadores: Leading Indicators, Initial Claims, Durable Orders, PPI e Core PPI.