Comentário da Semana – PIB e superávit primário foram destaques

Em semana de leve melhora no mercado brasileiro, dólar e juros futuros acumularam queda, enquanto bolsa subiu

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SÃO PAULO – Em uma semana marcada pela leve melhora no cenário interno e externo, o mercado brasileiro como um todo apresentou uma tímida evolução na semana que se encerrou.
No cenário externo, destaque para a leve alta do petróleo e para a discussão acerca da política macroeconômica dos EUA, que contempla um possível aumento da taxa de juro, enquanto no âmbito interno, temos o crescimento do PIB e a divulgação do superávit fiscal, que alcançou novo recorde histórico e aproxima-se da meta estabelecida com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Dessa maneira, o dólar apresentou queda, assim como os juros futuros. Enquato a bolsa acumulou forte alta. Vale destacar que o risco país encerrou abaixo do patamar dos 700 pontos base, refletindo, assim, maior calma do mercado.

Economia brasileira reage

Depois de várias semanas apresentando um crescimento limitado, a economia brasileira começou a reagir e apresentou uma leve melhora nesta semana. No cenário econômico temos a alta da inflação, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preço Mercado) e pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), que segundo o presidente do presidente do Banco Central, Henrique Meireles, confirmam que a economia brasileira está crescendo. Aliado a isso, temos o crescimento de 2,7% o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre de 2004, se comparado com o mesmo período de 2003.

Além do novo rebaixamento dos títulos da dívida externa brasileira de marketweight para underweight, em função da perspectiva negativa do banco norte-americano JP Morgan em relação a situação econômica brasileira no curto prazo. Assim, diante de uma possível elevação do juro norte-americano em junho, o JP Morgan reduz a exposição de sua carteira a países emergentes, dentre os quais está incluído o Brasil.

No cenário político, o destaque da semana fica com viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a China, juntamente com uma comitiva de aproximadamente 400 políticos e empresários, transformando a visita em uma verdadeira caravana comercial ao país, que apresenta a maior taxa de crescimento no mundo. A principal intenção do governo brasileiro é reforçar os laços comerciais com a China, criando novas oportunidades de exportação e também de investimentos chineses no Brasil.

Já o principal acontecimento negativo foi a votação no Supremo Tribunal de Justiça da emenda que institui a cobrança de inativos. A perspectiva de que a emenda seja declarada inconstitucional poderá trazer graves prejuízos para a confiança dos investidores na solvência do governo brasileiro.

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Mercado norte-americano teve desempenho estável

No cenário internacional, mais especificamente no mercado norte-americano, vários indicadores econômicos foram divulgados na semana. O destaque ficou com os reflexos da queda do auxilio desemprego, que ficou em 344 mil pedidos, porém ainda acima do esperado pelos analistas, que projetavam 335 mil pedidos.

Ainda no que refere aos Estados Unidos, a divulgado a confiança do consumidor divulgou nessa medida pelo índice Michigan Sentiment que atingiu 90,2 pontos no mês de abril, abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para 94,2 pontos e do índice anteriormente vigente, que também atingiu 94,2 pontos.

Finalmente, no mercado de petróleo, o preço do barril encerrou cotado a US$ 38,76 por barril, acumulando leve alta de 0,19% no período. Esta desaceleração do preço da commodity reflete o parecer da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo), pressionada principalmente pela Arábia Saudita, em elevar a produção de petróleo nos próximos meses.

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Dólar e juros futuros fecharam em queda

A moeda norte-americana registrou forte queda na semana, também influenciada pela leve melhora no cenário interno. Com isso, a divisa fechou em queda de 3,26% na semana cotada a R$ 3,089.

No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de queda. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,45% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 18,05% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,87%, configurando uma leve queda frente à taxa registrada na semana anterior.

O Ibovespa, por sua vez, teve uma semana marcada por recuperação desempenho, também influenciado pela leve melhora no mercado interno e externo. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista acumulou alta de 7,56% no período.

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Inflação será destaques na próxima semana

A última semana do mês de maio, por sua vez, será marcada pela divulgação da inflação, como o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe referente à quarta semana de maio.

Nos Estados Unidos, o destaque fica para a divulgação dos seguintes índices: Contruction Spending, ISM Index, Productivity, Initial Claims, ISM Services, Factory Orders, Nonfarm Payrolls, Unemployment Rate, Hourly Earnings, Average Workweek.