Comentário da Semana: petróleo e juro nos EUA impediram ganhos

Sem novidades no cenário interno, investidores acompanham as movimentações do plano internacional

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SÃO PAULO – Em uma semana de poucas novidades no cenário interno, a atenção do mercado esteve voltada para o cenário internacional e para a escalada dos preços do petróleo.

Neste contexto, o Ibovespa registrou queda de 2,17% na semana, bem como o dólar comercial, que recuou 0,56%. Os juros futuros e o risco-país também recuaram.

Cenário interno: poucas novidades

A semana não trouxe muitas novidades no cenário interno, com a manutenção das perspectivas positivas em relação à estabilidade dos preços domésticos em destaque.

Durante a semana, as primeiras prévias do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fipe) e do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) indicaram desaceleração dos preços e animaram o mercado.

Tal percepção é reforçada pela trajetória declinante das projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), contidas no relatório Focus, que já apontam para uma inflação abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%, em 2006.

No plano político, a pesquisa CNT/Sensus de abril sobre a sucessão presidencial voltou a apontar vitória do presidente Lula em todos os cenários, apesar de uma leve redução de sua vantagem em relação ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

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Cenário externo: petróleo em destaque

No cenário externo, o petróleo voltou a figurar entre os destaques da semana. O barril de óleo bruto bateu recorde no mercado de Londres e atingiu seu maior patamar em sete meses na bolsa de Nova York durante a semana.

Tamanha preocupação se refere às tensões envolvendo o programa nuclear do Irã, o segundo maior exportador da commodity. Especulações em torno de um possível ataque militar norte-americano contra o país persa trazem receios em relação ao suprimento global.

Indicadores da economia dos EUA também estiveram em destaque, como as vendas ao varejo, que cresceram mais que o esperado. Por fim, a atenção em relação ao comportamento dos juros de longo prazo norte-americanos também merece menção.

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Bolsa e dólar recuam

O dólar comercial encerrou a semana em leve queda de 0,56%, sendo cotado a R$ 2,1370 no fechamento de quinta-feira, quando acabou encerrando em valorização de 0,19%. A moeda manteve sua trajetória declinante durante a semana, pressionada pelo ingresso de recursos.

No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 14,80% na sexta-feira, frente à taxa de 14,94% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,81%, pouco abaixo da taxa de 16,01% registrada no encerramento da semana passada.

Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em queda de 2,17%, sendo cotado a 38.082 pontos. As preocupações em relação ao cenário externo pressionaram o índice no período.

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Próxima semana: Copom se reúne

Na terceira semana de abril, o destaque deve ficar com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que será a primeira com a participação do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Nos Estados Unidos, a divulgação da ata do Fomc, o comitê local de política monetária, na terça-feira, será observada de perto pelo mercado.