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SÃO PAULO – Com as atenções dos investidores voltadas para os inúmeros índices de preços divulgados e também para o cenário político, o mercado brasileiro como um todo apresentou um bom desempenho na última semana de outubro, de forma que tanto o dólar quanto os juros futuros acumularam queda no período. O mercado também analisou a Ata do Copom, trazendo as projeções da autoridade monetária para o cenário econômico doméstico nos próximos meses.
Índices confirmam desaceleração inflacionária no mês
Neste sentido, na pauta de notícias econômicas, a Fipe divulgou o seu IPC (Índice de Preços ao Consumidor), apurando uma inflação de 0,70% na terceira quadrissemana de outubro, abaixo da variação positiva de 0,78% registrada na segunda quadrissemana e também da alta de 0,84% verificada no mês fechado de setembro. Vale destacar que o índice deverá encerrar o mês com um avanço de 0,60%, de acordo com as projeções contidas no relatório Focus, do Banco Central.
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, por sua vez, mostrou avanço de 0,38% no mês fechado de outubro, evidenciando um processo de desaceleração inflacionária frente à variação positiva de 1,18% apurada em setembro. Vale destacar que a menor alta do índice decorreu de uma desaceleração da inflação tanto no atacado quanto no varejo ao longo do mês, visto que os preços da construção civil aceleraram a alta frente a setembro.
Copom deverá seguir com cortes na Selic
Ainda no âmbito econômico, o Banco Central divulgou a Ata do Copom referente à reunião do Comitê de Política Monetária ocorrida entre os dias 21 e 22 deste mês, trazendo, dessa maneira, os fundamentos utilizados pela autoridade monetária para o corte de 100 pontos base na taxa básica de juro da economia nesta ocasião. Além disso, o documento do BC também trouxe projeções para a economia brasileira nos próximos meses, tanto no aspecto do nível de preços quanto da atividade econômica.
Com relação ao nível de preços, o Copom espera uma inflação acima da meta do governo em 2003, contudo abaixo do projetado no início do ano. Para os próximos doze meses e para o ano de 2004, a perspectiva, porém, é de que a inflação fique abaixo da meta do governo, visto que os preços devem continuar sob controle nos próximos meses. Para o crescimento da economia brasileira, a autoridade monetária acredita em uma maior recuperação da produção industrial, visto que as vendas no varejo, segundo o documento, devem apresentar expansão nos próximos meses.
Parecer de Romero Jucá é aprovado na CCJ do Senado
Passando para o quadro político, o destaque na última semana de outubro ficou com a aprovação do parecer do relator da Reforma Tributária, Romero Jucá (PMDB-RR), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sendo que o total de votos contrários foi de apenas seis. Contudo, a aprovação do parecer se fez mediante um acordo do governo com a oposição, pelo qual cerca de 160 emendas e destaques seriam analisados na primeira semana de novembro.
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Romero Jucá declarou que a Reforma Tributária deverá ter sua aprovação concluída no Senado em meados de dezembro, sendo que apenas no final de novembro o projeto deverá ser aprovado em primeiro turno na Casa. Sobre a votação das emendas e destaques, Jucá mostrou-se cauteloso, declarando que o governo poderá encontrar dificuldades para evitar que trechos do projeto sejam suprimidos por força dos senadores.
Indicadores levaram ânimo ao mercado norte-americano
Com relação ao desempenho do mercado norte-americano, pode-se dizer que o otimismo marcou a semana, após a divulgação de bons indicadores. No início da semana, as atenções estiveram voltadas para a reunião do Federal Reserve (Fed), que, em linha com o esperado, decidiu pela manutenção da taxa básica de juro do país no patamar de 1,0% ao ano, projetando uma maior recuperação para a economia norte-americana nos próximos meses.
Contudo, o maior destaque ficou com a forte elevação registrada pelo PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre deste ano, subindo 7,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Vale destacar que as projeções do mercado apontavam para um crescimento de 6,0% do PIB, após a economia norte-americana ter crescido 3,3% no trimestre anterior. Com relação ao índice que mede a confiança do consumidor, seu desempenho ficou praticamente em linha com o esperado.
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No mercado de petróleo, por sua vez, os preços do barril tipo Brent apresentaram queda acumulada de 3,08% na semana, a US$ 27,70 no mercado de Londres. Tal queda decorreu, basicamente, da forte elevação dos estoques norte-americanos de petróleo, que registrara elevação de 3,6 milhões de barris na semana terminada em 24 de outubro, conforme os dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Dólar e juros futuros acumularam queda
Refletindo o maior otimismo do mercado, o dólar acumulou uma leve queda de 0,10% na semana, fechando cotado a R$ 2,8670. O comportamento da moeda norte-americana refletiu, basicamente, o maior ânimo dos investidores com o cenário doméstico, com as perspectivas de novas captações privadas no mercado externo.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de leve queda, refletindo as boas perspectivas contidas na Ata do Copom. Assim, o contrato futuro com vencimento em abril de 2004, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,74% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 17,75% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 18,65%, estável frente à taxa registrada na semana anterior.
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O Ibovespa, por sua vez, teve uma semana marcada por um bom desempenho, com os investidores analisando o grande número de resultados corporativos divulgado ao longo do período. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista, acumulou alta de 0,95% no período, também refletindo as melhores projeções para a economia brasileira.
Resultados serão foco na primeira semana de novembro
Ao contrário da última semana de outubro, a primeira semana de novembro deverá ser marcada pela divulgação de um reduzido número de indicadores no mercado brasileiro, de forma que o foco ficará com os resultados corporativos, com destaque para os dados do banco Itaú, da petroquímica Braskem, da Ultrapar, da Cemig, da Ripasa e do Grupo Ipiranga.
Dentre os indicadores a serem divulgados, o destaque ficará para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) e INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos referentes ao mês de outubro e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No cenário político, o destaque ficará com a votação das emendas ao parecer do relator da Reforma Tributária, Romero Jucá.
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Nos Estados Unidos, também serão divulgados indicadores como: ISM Index, o Construction Spending, o ISM Services, o Factory Orders, o Nonfarm Payrolls, o Unemployment Rate, o Hourly Earnings, o Average Workweek, o Wholesale Inventories e o Consumer Credit.