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SÃO PAULO – Caminhando em compasso de espera, o mercado brasileiro passou por um período de tranqüilidade atípica na última semana de setembro, quando se considera o histórico de elevada volatilidade que marca as vésperas eleitorais.
O sprint final da campanha presidencial não trouxe fortes emoções. Apesar do aumento das chances de realização do segundo turno, essa possibilidade ainda pode ser considerada pequena, dada a relativa estabilidade apresentada pelas pesquisas.
Neste contexto, o Ibovespa encerrou a semana em forte alta de 4,74%, enquanto o dólar comercial recuou 1,54%. Os juros futuros e o risco-país também caíram no período.
Cenário interno: eleição em foco
O aquecimento da disputa presidencial trouxe poucos dividendos à oposição, que, agora, aposta suas fichas em um possível prejuízo eleitoral causado pela ausência de Lula no debate da TV Globo para a realização do segundo turno.
Do lado petista, o argumento é de que o não-comparecimento do presidente pode ter garantido a liquidação do pleito já neste domingo.
No plano econômico, a redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) confirmou a perspectiva de juros menores e incentivo à indústria no próximo governo. O patamar da taxa, utilizada para corrigir os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), é o menor da série histórica.
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Por outro lado, a projeção do Banco Central para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2006 foi reduzida de 4% para 3,5%. O ministro do Fazenda, Guido Mantega, no entanto, afirmou que ainda acredita nos 4% para este ano.
Cenário externo: melhor para os EUA
No cenário externo, os números positivos apresentado pelo mercado imobiliário norte-americano aliviaram as preocupações em torno do desaquecimento da economia do país e impulsionaram o Dow Jones para um novo recorde histórico de pontuação.
E no Japão, a semana foi marcada pela posse do novo premiê. Shinzo Abe é o mais novo líder japonês em 65 anos, mas está longe de representar uma renovação política no país, já que é proveniente de uma família tradicional de políticos.
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Bolsa sobe e dólar cai
O Ibovespa acumulou valorização de 4,74% na terceira semana de setembro, fechando a 36.449 pontos na sexta-feira. As eleições não assustaram e o índice registrou quatro valorizações consecutivas no período.
O dólar comercial, por sua vez, encerrou a semana em queda de 1,54%, sendo cotado a R$ 2,1710. O elevado influxo de recursos segue pressionando a moeda.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 13,60% na sexta-feira, frente à taxa de 13,71% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 13,69%, abaixo dos 14,02% registrados no final da semana passada.
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Próxima semana: sai o IPCA
Na primeira semana de outubro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro merece atenção especial. O índice, publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é usado como referência na definição do sistema de metas de inflação do BC.
Já nos EUA, o foco dos investidores está voltado para o Employment Report, que contém diversos indicadores a respeito do mercado de trabalho norte-americano e também refere-se a setembro.