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SÃO PAULO – Com as maiores apostas em relação à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juro da economia, o mercado brasileiro como um todo teve um fraco desempenho na segunda semana de novembro, de forma que os juros futuros apresentaram queda no período, enquanto o dólar acumulou leve alta. Na bolsa paulista, os investidores analisaram importantes resultados trimestrais.
Inflação confirma recuo no início de novembro
No cenário econômico, foram divulgados importantes índices de preços, confirmando, de uma maneira geral, a tendência de desaceleração inflacionária no início do mês de novembro. Neste sentido, a Fundação Getúlio Vargas divulgou a primeira prévia de novembro do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), apurando uma inflação de 0,23% no período, abaixo, portanto, da alta dos preços de 0,29% registrada no mês fechado de outubro.
A FGV também divulgou o seu IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que avançou 0,44% em outubro, bem abaixo da variação positiva de 1,05% registrada em setembro. Ainda no âmbito do nível de preços, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe ficou em 0,52% na primeira quadrissemana de novembro, desacelerando após a alta dos preços da ordem de 0,63% em outubro.
Apostas convergem para corte de 100 pontos base da Selic
Com os sinais consistentes de desaceleração inflacionária, o mercado passou a acreditar em um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, que ocorrerá entre terça-feira e quarta-feira. Neste sentido, as apostas direcionam para uma redução de 100 pontos base na taxa básica de juro da economia brasileira, de forma que a mesma deve passar do atual patamar de 19,0% ao ano para 18,0% ao ano.
Vale destacar que, em outubro, a autoridade monetária havia decidido por um corte de 100 pontos base, reduzindo a Selic de 20,0% ao ano para 19,0% ao ano. Dessa maneira, caso o Copom repita o corte de um ponto percentual, então pode-se dizer que o mercado confirmará a adoção de uma maior rigidez no que diz respeito à condução da política monetária. A decisão do Copom será conhecida na quarta-feira, após as negociações.
Mercado norte-americano teve semana calma
No mercado norte-americano, a segunda semana de novembro também foi marcada por uma relativa calma, especialmente em função do reduzido número de negócios até a terça-feira, quando foi celebrado o feriado do Veteran’s Day. Dessa maneira, somente nas sessões de quinta-feira e sexta-feira as negociações foram mais agitadas, em função da divulgação de uma série de indicadores conjunturais.
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O destaque, neste sentido, ficou com a expansão da confiança do consumidor norte-americano em novembro, sendo que o patamar atingido por esta superou as expectativas. Contudo, a queda maior que a esperada das vendas no varejo ampliaram a preocupação dos investidores, minimizando os ganhos acumulados na semana. Destaque também para a forte elevação do déficit comercial dos Estados Unidos no mês de setembro.
No mercado de petróleo, por sua vez, a semana foi marcada por um movimento de alta dos preços da commodity, de forma que o barril Brent encerrou o período cotado a US$ 29,56, acumulando uma forte elevação de 2,25%. Tal alta decorreu, basicamente, de uma queda dos estoques norte-americanos de petróleo, além das perspectivas de uma maior demanda durante os meses de inverno no Hemisfério Norte.
Dólar subiu e juros futuros caíram
No mercado cambial, o dólar acumulou uma forte alta de 2,82% na semana, fechando cotado a R$ 2,95. O comportamento da moeda norte-americana refletiu, basicamente, as perspectivas, por parte do mercado, de que o Banco Central deverá rolar uma pequena parcela ou optar pela não rolagem dos vencimentos cambiais até o final do ano, o que deve impulsionar ainda mais a moeda norte-americana.
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No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de queda, refletindo a consistente desaceleração inflacionária. Assim, o contrato futuro com vencimento em abril de 2004, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,38% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 17,54% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 18,05%, configurando uma queda frente à taxa registrada na semana anterior.
Na bolsa paulista, a semana foi marcada pela divulgação de uma série de resultados corporativos, com destaque para os números da gigante Petrobras, da Vale do Rio Doce, da Embraer, do Banco do Brasil e Unibanco, além da CSN. Dessa maneira, o Ibovespa acumulou alta de 1,68% na semana, batendo, dessa maneira, seu mais novo patamar histórico ao chegar aos 19.115 pontos.
Copom será foco na 3ª semana de novembro
Ao contrário desta semana, a terceira semana de novembro será marcada por um maior número de eventos, tanto no mercado brasileiro quanto no norte-americano. No Brasil, o destaque ficará para a reunião do Copom, que decidirá, na quarta-feira, o novo patamar da taxa básica de juro da economia. Além disso, os investidores aguardarão uma série de índices de preços e também dados do Banco Central sobre o desempenho da economia brasileira.
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Neste sentido, a Fipe divulgará o seu IPC referente à segunda quadrissemana de novembro, enquanto a Fundação Getúlio Vargas divulgará o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) referente ao mês de novembro. Destaque também para o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Banco Central ainda divulgará a Nota do Mercado Aberto e a Nota do Setor Externo, ambas referentes a outubro.
Nos Estados Unidos, serão divulgados vários indicadores, com destaque para o Business Inventories, o New York Empire State, o CPI, o Core CPI, o Housing Starts, o Leading Indicators, o Philadelphia Fed Index e o Treasury Budget.