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SÃO PAULO – A melhora expressiva da percepção de risco dos investidores estrangeiros garantiu mais uma semana bastante positiva para o mercado brasileiro, que ainda recebeu boas notícias sobre a evolução dos preços e o desemprego. No cenário externo, o petróleo permaneceu como centro das atenções.
Neste contexto, o principal índice da bolsa brasileira valorizou-se pela décima semana seguida, tendo quebrado novo recorde de pontuação. O dólar comercial recuou quase 3%, bem como os juros futuros e o risco país.
Cenário interno: melhora da percepção de risco
A quarta semana de janeiro foi marcada pela melhora da percepção de risco dos investidores estrangeiros em relação à economia brasileira, evidenciada pelos pisos históricos atingidos pelo risco país durante a semana, que beneficiou o bom desempenho dos mercados.
As boas perspectivas para a economia brasileira em 2006, com destaque para o desempenho do setor externo, somadas à farta liquidez internacional e a percepção de proximidade do fim do ciclo de aperto monetário nos EUA, derrubaram o indicador calculado pelo banco JP Morgan.
A divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) também animou os investidores durante a semana. Apesar de não ter sinalizado a aceleração do processo de afrouxamento monetário, o documento ilustrou a percepção dos membros do colegiado de que a aceleração da inflação neste início do ano é apenas pontual, tendo um caráter essencialmente sazonal.
Nesse sentido, as acelerações do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) e do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), divulgados na sexta-feira, não assustaram o mercado quanto à evolução dos preços no cenário doméstico.
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Por fim, outra notícia positiva foi a publicação da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quinta-feira. O levantamento mostrou que o desemprego em 2005 foi o menor desde 2002, além de um crescimento de 2% da renda média.
Cenário externo: petróleo permaneceu em destaque
No cenário externo, o destaque continuou sendo o petróleo, com o mercado ainda cauteloso em relação à evolução dos preços da commodity, em um quadro geopolítico bastante tenso no Oriente Médio e na Nigéria.
Os dados do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano também estiveram em destaque. Divulgados na sexta-feira, os números mostraram um crescimento de 1,1% no quarto trimestre, bem abaixo do esperado, mas que podem apontar para o fim do aperto monetário.
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Bolsa volta a subir e bate recordes
O dólar comercial encerrou a semana em forte queda de 2,72%, sendo cotado a R$ 2,2160 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em desvalorização de 0,63%. A redução do ritmo de atuação no mercado de câmbio na sexta-feira praticamente zerou os ganhos da semana.
No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 15,89% na sexta-feira, pequena variação frente à taxa de 15,84% no encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 17,20%, bastante abaixo dos 17,84% registrados no encerramento da semana passada.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em forte alta de 3,07%, sendo cotado a 37.822 pontos. A reação ao corte na Selic sobrepujou a cautela trazida pelo cenário externo e garantiu mais uma semana de valorização para o índice.
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Próxima semana: índices de preços em foco
Na última semana de janeiro, os investidores devem se voltar à divulgação de importantes índices de preços no Brasil, como o IPC-Fipe e o IGP-M. Dados da balança comercial, a serem anunciados na segunda-feira, também devem movimentar o mercado.
Nos Estados Unidos, o foco semanal deve ficar na reunião do Fomc. O Comitê Federal de Mercado Aberto definirá os rumos da política monetária norte-americana, cujo principal parâmetro está na taxa básica de juro. Além disso, chama a atenção o Relatório de Emprego referente ao mês de janeiro.