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SÃO PAULO – A última semana foi levemente negativa para o mercado brasileiro, com o plano externo ainda bastante indefinido, principalmente no que diz respeito às taxas de juros nos EUA. Internamente, no entanto, a economia continua apresentando sinais positivos, com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em destaque.
Neste contexto, o Ibovespa registrou queda de 1,64%, enquanto o dólar comercial avançou 1,87%. Os juros futuros e o risco-país, por sua vez, fecharam a semana em queda.
Copom dá seqüência a afrouxamento
No cenário doméstico, o destaque ficou com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), dando seqüência ao processo de afrouxamento monetário, com uma redução de 50 pontos base na taxa Selic, para 15,25% ao ano. A decisão da entidade já era amplamente esperada, mas foi bem recebida pelo mercado.
E o processo de queda da taxa básica de juro já começa a agir sobre o crescimento econômico. No primeiro trimestre, o PIB brasileiro cresceu 1,4% sobre o trimestre anterior, sua maior taxa de expansão em quase dois anos. Em termos anuais, o crescimento é de 3,4%.
Por outro lado, o câmbio valorizado pressiona o saldo comercial brasileiro, que, em maio, foi 12% menor do que no mesmo mês do ano passado. Membros do governo dizem que o resultado foi um ponto fora da curva e que a balança deve se recuperar em junho. Apesar da queda, o resultado foi o segundo melhor do ano.
No cenário político, as pesquisas de opinião seguem dando a vitória ao presidente Lula ainda no primeiro turno da corrida presidencial. Nesta semana, Ibope e Vox Populi confirmaram os dados apresentados por Datafolha e CNT/Sensus na semana passada, colocando o presidente em uma situação mais confortável do que a de Fernando Henrique Cardoso em 1998.
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Ata do Fomc aumenta incerteza
No cenário externo, os investidores observaram o conteúdo da ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária norte-americano, que mostrou que os membros da entidade parecem estar quase tão incertos quanto o próprio mercado em relação à necessidade de mais uma elevação na taxa básica de juro norte-americana.
Dessa forma, indicadores divulgados no decorrer da semana, como o Productivity and Costs e o Relatório do Emprego, ganharam relevância e ditaram o tom dos mercados. Ambos indicaram desaceleração da economia norte-americana.
Dólar sobe e bolsa cai
O dólar comercial encerrou a semana em alta de 1,87%, sendo cotado a R$ 2,2830 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em valorização de 1,29%. A moeda norte-americana ainda reage às incertezas do cenário externo.
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No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 15,09% na sexta-feira, frente à taxa de 15,12% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,17%, pouco abaixo da taxa de 15,29% registrada no encerramento da semana passada.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em queda de 1,64%, sendo cotado a 37.995 pontos. A recuperação das últimas sessões não foi suficiente para anular as fortes perdas do início da semana.
Próxima semana: ata do Copom
Na segunda semana de junho, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que pode trazer pistas sobre o rumo da política monetária brasileira. A Pesquisa Industrial Mensal sai na quarta-feira.
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Nos Estados Unidos, o ISM Services, que mostra o desempenho do setor de serviços, e o Consumer Credit, que aponta o volume de crédito concedido no país, serão divulgados na segunda-feira e na quarta-feira, respectivamente.