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SÃO PAULO – A segunda semana de julho foi negativa para os mercados mundiais. A deterioração da situação política no Oriente Médio e preços recordes para o petróleo culminaram em novas amostras de aversão ao risco.
Na ausência de referências importantes no cenário doméstico, o Ibovespa seguiu o contexto externo, acumulando queda de 2,08% entre os pregões de 10 e 14 de julho. Ainda refletindo esse clima de pessimismo, o dólar comercial avançou 1,47%, e o risco-país subiu 9 pontos-base.
Cenário externo: aversão ao risco
A quinta-feira caracterizou o ápice das turbulências mundiais durante a semana, com o conflito entre o Exército de Israel e o grupo extremista Hizbollah.
A partir desse fato, da explosão de instalações petrolíferas na Nigéria, do Irã rumo ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e da forte queda dos estoques de óleo bruto norte-americanos, o petróleo alcançou preços recordes.
Dadas as cotações elevadas para o combustível, voltaram à tona preocupações acerca do aumento da inflação e da desaceleração do crescimento econômico em nível global, mas tendo os Estados Unidos como foco. Isso incentivou um movimento de aversão ao risco, penalizando a renda variável como um todo, e sobretudo os mercados acionários de países emergentes como o Brasil.
Cenário interno: sem motivos para pessimismo
A preocupação quanto ao mercado nacional parte quase que totalmente do ambiente externo, já que os indicadores locais continuam sugerindo sólidos fundamentos macroeconômicos.
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O relatório Focus, organizado pelo Banco Central, apontou expectativas de uma taxa Selic a 14,25% ao ano ao final de 2006. E as projeções predominantes para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no ano passaram de 3,98% para 3,81%, ainda abaixo da meta do Governo.
Essa percepção de controle inflacionário foi corroborada pelas prévias dos índices de preços de julho, publicadas durante a semana. Elas mostraram deflação (IPC-S e IPC-Fipe) ou inflação abaixo da medida anteriormente (IGP-M).
Dólar sobe e Ibovespa cai
O dólar comercial encerrou a semana acumulando alta de 1,47%, cotado a R$ 2,2130 no fechamento de sexta-feira. A tendência de liquidação das posições em moeda brasileira e as intervenções do Banco Central no mercado de câmbio contribuíram nesse sentido.
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No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 14,89% na sexta-feira, frente à de 14,59% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 14,75%, abaixo da taxa de 14,94% registrada no final da semana passada.
Já o Ibovespa acumulou queda de 2,08% na semana, fechando a sexta-feira com 35.350 pontos. Especulações contra a renda variável dos países emergentes e dúvidas quanto à temporada de resultados corporativos nos EUA afetaram o desempenho do índice.
Próxima semana: Copom e minuta do Fomc
Na terceira semana de julho, a política monetária estará em foco. Na terça e quarta-feira (18 e 19), o Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá para decidir sobre a atualização da taxa Selic.
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E na quinta-feira (20), o Federal Open Market Committee fará esclarecimentos sobre a última elevação na taxa básica de juro norte-americana, atualmente em 5,25% ao ano.