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SÃO PAULO – A terceira semana de dezembro foi marcada pela divulgação da ata da última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, que sinalizou para novas elevações na taxa básica de juro brasileira, a Selic. Ainda no cenário doméstico, foi aprovado o projeto de PPP´s (Parcerias Público-Privadas), que agora será encaminhado para sanção presidencial.
De uma maneira geral, porém, o desempenho do mercado brasileiro foi bastante limitado. Os juros futuros dispararam, enquanto o dólar comercial acumulou queda de 0,26% e o Ibovespa subiu apenas 0,85%.
Ata do Copom foi destaque no âmbito doméstico
No âmbito doméstico, o destaque ficou por conta da divulgação da ata da última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. O documento sinalizou que o processo de ajustes na Selic, a taxa básica de juro brasileira, deve ter “etapas adicionais” e deve ser seguido por um período posterior de manutenção da taxa “suficientemente longo”, para assegurar a convergência da inflação e das expectativas.
Ainda de acordo com o documento, se não houver convergência das expectativas para a inflação ou da trajetória dos preços para o objetivo adotado para 2005, de 5,1%, pode haver modificações no “ritmo e na magnitude do processo” de ajustes. Vale destacar que as elevações tiveram início devido ao temor dos efeitos da inércia inflacionária para 2005, ou seja, o temor do efeito que inflação acima da meta em 2004 deve ter sobre o comportamento dos preços no próximo ano.
Outro destaque da semana ficou por conta da aprovação do Projeto de Parcerias Público-Privadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Agora, o projeto de PPP´s deve seguir para sanção presidencial. A expectativa é de que o projeto consiga elevar o nível de investimentos em infra-estrutura, especialmente em áreas nas quais o capital privado normalmente não participa.
IPCA-15, desemprego e PIB também em foco
O IPCA-15, que difere do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) no que se refere ao período de coleta, revelou aceleração da inflação em dezembro, subindo 0,84%, frente à elevação de 0,63% nos preços medida pelo indicador de novembro. No período fechado de 2004, o índice acumulou variação positiva de 7,54%.
No que se refere ao desempenho da economia brasileira, de acordo com os dados divulgados mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego atingiu 10,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em novembro, ficando praticamente estável em relação a outubro, quando a taxa era de 10,5%.
No que se refere ao desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), que cresceu 6,1% no terceiro trimestre como já havia sido anunciado anteriormente pelo IBGE, o instituto divulgou os dados do PIB em termos absolutos, de R$ 457,736 bilhões no período. Até o terceiro trimestre, o PIB acumulado já alcança a marca de R$ 1,289 trilhão, impulsionado pela indústria e pelo setor de serviço.
No cenário externo, petróleo voltou a cair
No cenário externo, foi divulgado o PIB dos EUA no terceiro trimestre, que cresceu a uma taxa anualizada de 4,0% no período, crescendo mais do que o esperado pelo mercado (+3,9%) e do que a variação do trimestre anterior (+3,9%). Ainda no que se refere ao desempenho da economia dos EUA, foram divulgados os dados que medem o consumo e a renda dos norte-americanos.
No caso do indicador que mede o consumo, o Personal Spending registrou alta de 0,2%, resultado um pouco abaixo das expectativas de 0,3% e abaixo do índice revisado do mês anterior, que foi de 0,7%. O indicador que mede a renda dos norte-americanos, por sua vez, o Personal Income, apontou uma elevação de 0,3%, que ficou levemente acima das expectativas de 0,2% e abaixo do índice revisado do mês anterior, que mostrou expansão de 0,6%.
O petróleo, por sua vez, encerrou a semana em forte queda. Em Nova York, o barril encerrou a semana cotado a US$ 44,18, o que representa uma baixa de 4,16% frente à cotação de encerramento da sexta-feira anterior, de US$ 46,10. A queda na cotação do barril deveu-se ao aumento acima do esperado dos estoques de petróleo norte-americanos em 2,1 milhões de barris, enquanto o mercado esperava queda.
Dólar teve leve queda e juros futuros subiram forte
O dólar comercial encerrou a semana em leve queda de 0,30%, cotado a R$ 2,701, após encerrar a semana anterior cotado a R$ 2,709, basicamente em função do otimismo com o cenário doméstico e dos movimentos no mercado de câmbio internacional, com o dólar caindo frente às principais moedas do mundo.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de forte alta. Assim, o contrato futuro com vencimento em abril de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 18,19% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 17,93% na última sexta-feira. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 18,26%, configurando um forte aumento frente à taxa registrada na semana anterior, de 17,98%.
O Ibovespa, por sua vez, encerrou a semana com alta de 0,60%. Dessa maneira, o índice Bovespa acumulou alta de 0,85% na semana, encerrando a 25.878 pontos.
Na próxima semana, IGP-M e Consumer Confidence
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Na próxima semana, no cenário doméstico o destaque deve ficar por conta da divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês de dezembro, revelando também a variação anual do índice.
No cenário externo, um dos destaques deve ficar por conta da divulgação do Consumer Confidence, que mede a confiança do consumidor norte-americano. Além disso, haverá a divulgação do Chicago PMI, que mede a produção industrial na região de Chicago.