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SÃO PAULO – Com o maior otimismo trazido pelo novo acordo do governo brasileiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a elevação do rating soberano, o mercado brasileiro como um todo apresentou um bom desempenho na primeira semana de novembro, de forma que os juros futuros encerraram em queda o período, enquanto o dólar apresentou leve alta. No âmbito econômico, o destaque ficou para a desaceleração inflacionária verificada em outubro.
Inflação ao consumidor desacelera em outubro
Neste sentido, após o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) mostrar desaceleração dos preços no atacado em outubro, ao registrar uma inflação de 0,38% no período, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe e o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor – Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentaram menores altas em outubro. Dessa maneira, o IPC da Fipe avançou 0,63% no referido mês, em linha com as expectativas do mercado, após ter subido 0,84% em setembro.
O IPCA, por sua vez, apurou uma inflação de 0,29% em igual período, bem abaixo das projeções do mercado, que apontavam para uma alta dos preços da ordem de 0,50% no período. A desaceleração verificada pelo índice refletiu a menor alta nos preços dos alimentos frente ao mês de setembro, bem como o menor impacto do reajuste tarifário na conta de luz, gás e telefone. O INPC, que mede a inflação para os segmentos de menor renda, apurou uma inflação de 0,39%.
Governo anuncia novo acordo com FMI
Ainda no âmbito econômico, o destaque ficou com o novo acordo assinado entre o governo brasileiro e o FMI, totalizando US$ 14 bilhões. Tal acordo envolve a parcela de US$ 8,0 bilhões referentes ao atual acordo, além de um novo saque no valor de US$ 6,0 bilhões, conforme anunciado pelo Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na quarta-feira. Vale destacar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem a Moçambique, declarou que o FMI deve melhorar as condições para os acordos com países emergentes.
Com a confirmação deste novo acordo, a agência de classificação de riscos Fitch anunciou, na quinta-feira, a elevação do rating soberano do país de “B” para “B+”, com perspectiva estável. Dessa maneira, houve uma ampliação do otimismo do mercado, à medida que fortaleceram-se as projeções de que outras agências internacionais de classificação de riscos, como a Moody’s e a Standard & Poor’s, também elevem o rating brasileiro.
Mercado norte-americano apresenta bom desempenho
Diante dos bons indicadores conjunturais divulgados na primeira semana de novembro, o mercado norte-americano também apresentou um bom desempenho no período. Neste sentido, as atenções dos investidores seguiram voltadas para os índices referentes ao setor manufatureiro, que apresentaram um bom desempenho, bem como aos indicadores referentes ao mercado de trabalho.
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O destaque ficou, dessa maneira, com a queda da taxa de desemprego, que passou para 6,0% em outubro, bem como como uma forte elevação do número de novos postos de trabalho, que cresceram 126 mil no referido mês. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu consideravelmente na semana terminada em 1º de novembro, sinalizando, assim, uma maior recuperação da economia norte-americana.
No mercado de petróleo, por sua vez, a commodity apresentou forte elevação de 4,37% na semana, de forma que o barril do tipo Brent, negociado no mercado de Londres, encerrou o período cotado a US$ 28,91. Tal movimento decorreu, basicamente, de uma elevação bem menor que a esperada nos estoques norte-americanos de petróleo, sinalizando, portanto, uma recomposição da demanda.
Dólar registrou leve alta e juros futuros caíram
Apesar do maior otimismo, o dólar acumulou uma leve alta de 0,07% na semana, fechando cotado a R$ 2,8690. O comportamento da moeda norte-americana refletiu, basicamente, uma postura de maior cautela dos investidores, após o Banco Central alongar o prazo para compras de dólares pelo Tesouro Nacional.
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No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de queda, refletindo a consistente desaceleração inflacionária. Assim, o contrato futuro com vencimento em abril de 2004, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,54% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 17,74% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 18,31%, configurando uma queda frente à taxa registrada na semana anterior.
O Ibovespa, por sua vez, teve uma semana marcada por um bom desempenho, com os investidores analisando o grande número de resultados corporativos divulgado ao longo do período. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista, acumulou alta de 3,84% no período, também refletindo as melhores projeções para a economia brasileira.
Índices de preços são foco na 2ª semana de novembro
A segunda semana de novembro, por sua vez, será marcada pela divulgação de importantes índices de preços tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No mercado brasileiro, a Fundação Getúlio Vargas divulgará a primeira prévia de novembro do IGP-M, além do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) referente ao mês fechado de outubro.
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Ainda com relação aos índices de preços, a Fipe também divulgará o seu IPC referente à primeira quadrissemana de novembro. O IBGE, por sua vez, divulgará a Pesquisa Mensal do Comércio e a Pesquisa Mensal Industrial Produção Física – Regional, ambas referentes ao mês de setembro.
Nos Estados Unidos, serão divulgados importantes indicadores, como o Trade Balance, o PPI, o Core PPI, o Retail Sales, o Industrial Production, o Capacity Utilization e o Michigan Sentiment.