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SÃO PAULO – O otimismo reinou na primeira semana de 2006 nos mercados brasileiros. A Bovespa bateu novos recordes e o risco país caiu a níveis historicamente baixos. No cenário externo, os sinais de que o Fed pode estar perto de interromper o aperto nos EUA trouxe otimismo.
Neste contexto, a bolsa brasileira encerrou a semana em forte alta, tendo batido três recordes em apenas cinco sessões. O dólar comercial recuou, bem como os juros futuros. Já o risco país, voltou a atingir sua mínima histórica durante a semana.
Cenário interno: otimismo
A primeira semana de 2006 foi bastante positiva para o mercado brasileiro. Com a manutenção de um cenário externo favorável e as boas perspectivas para os ganhos corporativos no próximo ano, os investidores iniciaram o ano com otimismo.
Já no primeiro dia útil do ano, o resultado da balança comercial confirmou um saldo recorde em 2005. Os US$ 44,76 bilhões registrados no ano passado representaram um crescimento de mais de 30% sobre 2004, apesar da forte apreciação do real no período, o que trouxe boas perspectivas para os números deste ano.
No que diz respeito à inflação, a menor variação anual do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe em cinco anos e do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) em 61 anos animaram os investidores em relação à trajetória dos preços este ano, principalmente os administrados.
Cenário externo: boas perspectivas
No cenário externo, a ata da última reunião do Fed foi o centro das atenções durante a semana. De acordo com o documento, o panorama econômico atual indica que – excetuadas mudanças drásticas de tendência – o número de elevações adicionais na taxa básica de juro não será muito grande, o que beneficiou o mercado.
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Ao contrário do relativo consenso em relação à ata, o Relatório do Emprego despertou múltiplas interpretações. Por um lado, ele mostrou que o número de empregos criados em dezembro ficou bem abaixo das projeções do mercado e do registrado no mês anterior. Por outro, o índice revisado de novembro ficou bem acima do publicado inicialmente, o que diminui o impacto do resultado de dezembro.
Vale ainda destacar que o fraco índice da criação de trabalho tem sua face positiva, já que alimenta a expectativa de que o fim das elevações da taxa básica de juro pode estar próximo.
Forte otimismo nos mercados
O dólar comercial encerrou a semana em queda de 1,77%, sendo cotado a R$ 2,2820 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em desvalorização de 0,31%. Apesar da manutenção do ritmo forte de intervenções do Banco Central, o ingresso de recursos pressionou a moeda norte-americana.
No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 16,33% na sexta-feira, pequena variação frente à taxa de 16,39% no encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 17,77% estável em relação ao encerramento da semana passada.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em forte alta de 6,04%, sendo cotado a 35.475 pontos. As boas perspectivas para 2006 trouxeram otimismo e levaram o índice a bater três recordes de fechamento na semana.
Próxima semana: IPCA em destaque
Na segunda semana de janeiro, o destaque deve ser a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechado de 2005. O indicador é utilizado pelo Banco Central para o controle do Sistema de Metas para a Inflação e sai na quinta-feira.
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Nos Estados Unidos, destaque para as Vendas no Varejo de dezembro e para o Índice de Preços ao Produtor. Ambos os indicadores serão divulgados na sexta-feira.