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SÃO PAULO – Acompanhando o desempenho ruim do mercado externo, o mercado brasileiro como um todo teve una fraca performance ao longo desta semana, influenciado também pela preocupação dos investidores acerca dos sinais de resistência inflacionária. Mesmo assim, o dólar encerrou a semana em baixa, apesar de os juros futuros terem registrado alta e a bolsa ter caído frente à semana anterior.
Inflação mostra sinais de resistência
Os sinais de persistência da inflação ficaram claros após a divulgação do IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas, que apurou uma inflação de 1,66% referente ao mês de março, configurando, dessa maneira, uma aceleração frente ao patamar de 1,59% atingido em fevereiro. Neste mesmo sentido, o IPC da FIPE apurou uma inflação de 0,81% na primeira prévia de abril, acima, portanto, da inflação registrada em março pelo indicador, que foi de 0,67%.
O IPCA, divulgado pelo IBGE, mostrou, por sua vez, uma inflação de 1,23% em março, abaixo daquela registrada em fevereiro, que foi de 1,57%, mas acima das expectativas do mercado, que projetavam uma inflação de 0,95% para o período. O INPC, também divulgado pelo IBGE, apurou uma inflação de 1,37% em março, abaixo dos 1,46% registrados em fevereiro.
Já o IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, apurou uma inflação de 0,69% na primeira prévia de abril, mostrando, dessa forma, uma desaceleração frente à inflação de 1,53% registrada em março por este indicador.
FMI projeta crescimento de 2,8% para o Brasil em 2003
O Fundo Monetário Internacional reportou, na última quarta-feira, o relatório World Economic Outlook, ou Perspectivas Econômicas Globais, projetando um crescimento da ordem de 3,2% para a economia global em 2003, 0,2 ponto percentual acima da expansão verificada no último ano.
As principais economias mundiais deverão ter, neste sentido, seu crescimento comprometido pelas incertezas decorrentes do conflito no Golfo Pérsico. Dessa maneira, projeta-se uma modesta expansão de 2,2% para a economia norte-americana, ao passo que os países da Zona do Euro deverão apresentar um crescimento econômico de 1,1%, de acordo com o FMI.
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O FMI também revisou a projeção de crescimento dos países da América Latina para 1,5% em 2003. No relatório anterior, divulgado em setembro de 2002, projetava-se uma expansão de 3,0% para a economia latino-americana. Para o caso específico do Brasil, o Fundo espera um crescimento econômico de 2,8% no ano, superando, inclusive, a própria meta do governo federal, que é de 2,2%.
Mercado norte-americano preocupa-se com economia
Após os ganhos registrados nas semanas anteriores, o mercado norte-americano teve um fraco desempenho ao longo desta semana, apesar do sucesso das tropas aliadas na tomada de Bagdá. Passado o temor de um prolongamento do conflito, os investidores preocupam-se, agora, com o desempenho da economia norte-americana nos próximos meses, em função dos menores gastos privados com consumo e investimento.
Neste sentido, os indicadores conjunturais divulgados ao longo da semana não seguiram uma tendência uniforme, de forma que alguns continuaram mostrando sinais de fraqueza na economia, enquanto outros já mostravam uma relativa melhora.
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Já a cotação do petróleo Brent, por sua vez, fechou a semana em alta de 1,52% frente à semana anterior, cotado a US$ 24,78 por barril, com os investidores projetando uma relativa demora de meses para o Iraque normalizar sua produção e exportação da commodity.
Dólar caiu, mas juros futuros acumularam alta na semana
Apesar dos sinais de resistência inflacionária mostrados ao longo da semana, a moeda norte-americana acumulou uma queda de 0,56% em relação à semana anterior, encerrando a semana cotada em R$ 3,2050. Colaboraram para o enfraquecimento da divisa norte-americana frente ao real as captações externas feitas pelo Unibanco (US$ 100 milhões) e Bradesco (100 milhões de euros) ao longo da semana, além das boas perspectivas para a economia brasileira nos próximos meses.
Entretanto, a persistência inflacionária levou os juros futuros a encerrarem a semana em alta, de forma que o contrato futuro com vencimento em julho de 2003 projetou taxa de 26,18% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 25,90% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 26,15%, registrando uma leve baixa em relação ao fechamento da semana anterior, quando a taxa anual foi de 26,20%.
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Contrariando o desempenho da semana anterior, o Ibovespa, da bolsa paulista, fechou a semana acumulando forte queda, como os investidores preocupados em relação à inflação. Dessa maneira, o índice acumulou queda de 2,87% na semana, caindo em três dos cinco pregões.
Próxima semana será mais curta devido ao feriado
Após o grande número de índices conjunturais reportados ao longo desta semana, a próxima semana não terá muitos indicadores, em função, principalmente, do feriado na sexta-feira, que também deverá reduzir o volume de negócios ao longo dos pregões.
Dessa maneira, no Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal da Produção Física da Indústria, pelo IBGE. A Fudação Getúlio Vargas também divulgará a segunda prévia do IGP-M referente ao mês de abril.
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Nos Estados Unidos, por sua vez, serão divulgados indicadores como o Business Inventories, o Industrial Production, o Core CPI, o CPI e o Housing Starts.