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SÃO PAULO – Proprietários de veículos pagaram mais caro para abastecer o carro no ano passado, a não ser que tenham investido no GNV (gás natural veicular).
Isso porque, de forma geral, o preço dos combustíveis aumentou 2,61% em 2009, puxado principalmente pela alta de 14,98% do álcool, causada pela queda na oferta. O aumento do preço foi tanto que o governo decidiu por diminuir o volume do álcool anidro na gasolina, de 25% para 20%, para disponibilizar mais álcool hidratado e conter o preço.
A gasolina também foi destaque em aumento de preços, já que pesou 2,06% mais no bolso dos motoristas em 2009. Já o GNV ficou 8,48% mais barato no período.
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Cada capital
Os combustíveis encareceram mais, em 2009, em Curitiba (+6%) e em Fortaleza (+5,19%), enquanto em Porto Alegre e em Salvador foi registrada queda de preços, de 0,54% e 1,59%, respectivamente.
Porém, quando analisado o álcool, o maior aumento de preços foi em São Paulo, onde o combustível pesou 21,87% mais no bolso dos motoristas. Em Fortaleza, o aumento foi de 16,12%. Em nenhuma capital foi registrada queda de preços.
No caso da gasolina, os maiores aumentos foram em Fortaleza (+6,07%) e em Curitiba (+5,46%). Em Salvador, houve queda de 1,79%.
Em relação ao GNV, houve queda de 12,58% em Belo Horizonte, de 10,18% no Rio de Janeiro e de 2,68% em São Paulo, capitais para as quais se tem dados.
Dezembro
Em dezembro, os combustíveis ficaram 0,24% mais caros, pressionados não só pelo álcool (1,52%) e pela gasolina (1,52%), mas também pelo GNV (0,23%). Confira abaixo o comportamento dos preços de álcool e gasolina em cada capital:
| Variação do custo dos combustíveis Dezembro/2009 |
||
| Capital | Álcool | Gasolina |
| Rio de Janeiro | 1,56% | 0,38% |
| Porto Alegre | 0,53% | -1,03% |
| Belo Horizonte | 0,73% | -0,35% |
| Recife | 2,62% | 5,15% |
| São Paulo | 2,43% | 0,42% |
| Distrito Federal | -0,54% | -0,17% |
| Belém | 0,41% | 0,77% |
| Fortaleza | -0,24% | -1,54% |
| Salvador | -2,87% | -1,30% |
| Curitiba | -0,39% | -0,04% |
| Goiânia | 1,79% | 1,06% |
| Nacional | 1,52% | 0,13% |
Fonte: IBGE/IPCA