Combustíveis: redução da Cide não será repassada para o consumidor

Contudo, para especialista, motorista não vai sentir o aumento nos preços de tais combustíveis, praticado pela Petrobras

Gladys Ferraz Magalhães

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SÃO PAULO – A redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) incidente sobre a gasolina e o óleo diesel não será repassada ao consumidor final.

A medida, prevista no Decreto 7.591, publicado na edição desta segunda-feira (31) do DOU (Diário Oficial da União), ajuda, contudo, que o motorista não sinta o aumento nos preços de tais combustíveis, praticado pela Petrobras. Ao menos esta é a opinião do presidente do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), Alísio Vaz.

“Em termos de impacto ao consumidor (a decisão do governo de reduzir a Cide) foi correta. Quando (a contribuição) foi concebida, um dos seus papéis seria esse, de servir como amortecedor para o aumento de preços nas refinarias. Como agora aparentemente houve necessidade (de reajuste de preços) para melhorar a remuneração das refinarias e não se desejava que isso trouxesse impacto ao consumidor, foi feita uma compensação perfeita. O cálculo foi bem feito e o não repasse está garantido”, avalia Vaz, conforme publicado pela Agência Brasil.

Aumento Petrobras
Na última sexta-feira (28), a Petrobras informou que iria reajustar os preços de venda nas refinarias da gasolina tipo A e do diesel, em 10% e 2%, respectivamente.

De acordo com a empresa, o reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar os preços dos derivados aos valores praticados no mercado internacional, em uma perspectiva de médio e longo prazo, que vem apontando um novo patamar para os preços praticados.

Quanto ao decreto do governo, este prevê  que o valor da Cide passa a ser de R$ 91, por metro cúbico de gasolina, e de R$ 47, por metro cúbico de diesel.